Paranatinga, 18 de Novembro de 2018

Mato Grosso

Janaina sugere colocar “pedra” no VLT e vender vagões do modal

VLT | 21/10/2018 12:23:43


DA REDAÇÃO

A deputada estadual Janaina Riva (MDB) sugeriu que o governador eleito Mauro Mendes (DEM) coloque uma “pedra” de uma vez por todas sobre a obra do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande.

 

A deputada, que foi mais votada no pleito deste ano, declarou que o mais sensato seria vender os vagões do modal para angariar fundos para o Estado.

 

“Há estudo dizendo que o VLT é viável e outro dizendo que o VLT não é viável. É até preocupante você dar uma opinião sobre isso, porque eu não sei qual deles é isento de verdade”, disse.

 

“Mas se fosse eu [como governadora do Estado], sinceramente, colocaria uma pedra de uma vez por todas nessa questão do VLT, tentaria ver o que dar para vender disso daí e fecharia de uma vez por todas essas cicatrizes”, afirmou a deputada em entrevista a Rádio Mega FM, nesta semana.  

 

Iniciada em 2012, as obras do modal estão paradas desde 2014 - quando supostamente deveria ter sido concluído a tempo para a Copa do Mundo, em julho daquele ano. 

 

Se fosse eu, sinceramente, colocaria uma pedra de uma vez por todas nessa questão do VLT, tentaria ver o que dar para vender disso daí e fecharia de uma vez por todas essas cicatrizes

 

A obra resultou em obras simultâneas em diversas vias da região metropolitana e já consumiu R$ 1,066 bilhão dos cofres públicos, mas não tem previsão para sair do papel.

 

A declaração de Janaina chama a atenção, uma vez que ela filha do ex-deputado estadual José Riva, um dos principais defensores do VLT quando da escolha do modal para o Mundial.

 

Riva, inclusive, confessou em 2016 que fez “pressão política” para que o VLT fosse escolhido na Grande Cuiabá.

 

Parceria Público Privada

 

Para Janaina, o atual governador Pedro Taques (PSDB) “engessou” a obra ao criar um embate com o Ministério Público Estadual (MPE).  

 

“O Governo apresentou um relatório acabando com o Consórcio VLT, dizendo que o VLT era extremamente inviável. Depois, o Governo mudou isso aí e o MPE disse: 'Espera lá, vocês têm que decidir, vocês estão de brincadeira; uma hora é viável, outra não é viável”, afirmou.

 

A deputada afirmou que, caso Mendes queira terminar a obra, o mais adequado seria fazer uma Parceria Público Privada.

 

“Agora, para aqueles que têm a sensibilidade da importância dessa obra aí, a Parceria Público Privada é a melhor opção. Agora, se ela é possível, eu não sei. Não sei se alguém tem interesse de tocar essa obra”, disse.

 

Obra do VLT

 

O contrato firmado em 2012 para a realização da obra de implantação do VLT, que prometia melhorar a mobilidade urbana em Cuiabá e Várzea Grande e atender à demanda durante a Copa, foi rescindido pelo governo após a deflagração da Operação Descarrilho, da Polícia Federal, em agosto de 2017, que apontou irregularidades na obra.

 

Apenas 6 km dos 22 km dos trilhos do VLT foram concluídos.

 

O Governo do Estado prometeu lançar uma nova licitação para a obra, cujo orçamento inicial era de R$ 1,477 bilhão.

 

Enquanto isso, os 42 vagões vão se deteriorando no Centro de Controle Operacional e Manutenção, que fica próximo ao Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande. Eles foram comprados quando a obra mal tinha sido iniciada.

 

Para a manutenção desses vagões e de outros materiais já comprados, o governo gasta R$ 16 milhões ao mês.

 

Fonte: Mídia News

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