Paranatinga, 21 de Agosto de 2018

Mato Grosso

Governo oculta placas, totens e fachadas com símbolos da gestão

VEDAÇÃO ELEITORAL | 15/07/2018 23:47:37


Quem passa próximo ao Viaduto da UFMT ou da Trincheira do Santa Rosa, em Cuiabá, já deve ter notado que os totens com informações sobre a inauguração das obras estão vedados com uma espécie de lona preta.

 

O mesmo ocorre em outras obras que, porventura, mostrem o símbolo do Governo Pedro Taques (PSDB).

 

A medida foi tomada após orientação da Controladoria Geral do Estado (CGE), por conta de vedações impostas pela legislação eleitoral.

 

 

A ideia da legislação é impedir quaisquer ações que tragam desequilíbrio ao pleito eleitoral. O brasão estilizado, que é usado pelo atual Governo, é uma espécie de ‘retrato’ do governador

Algumas fachadas de prédios públicos também foram cobertas ou tiveram o símbolo retirado, como é o caso da própria CGE, entre outros.

 

Ao MidiaNews, o secretário-adjunto de Controle Preventivo da CGE, auditor do estado José Alves Pereira Filho, explicou que essa medida já foi adotada às vésperas de outras eleições no Estado.

 

Segundo ele, a legislação eleitoral proíbe que símbolos que remetam ao Governo – e não ao Estado - fiquem à mostra.

 

“A ideia da legislação é impedir quaisquer ações que tragam desequilíbrio ao pleito eleitoral. O brasão estilizado, que é usado pelo atual Governo, é uma espécie de ‘retrato’ do governador”, disse Filho.

 

“A partir do momento que eu tenho essas imagens espalhadas em totens ou fachadas de prédios, estou causando esse desequilíbrio, já que esse símbolo nos remete ao governador que, ao que tudo indica, deverá disputar à reeleição”, afirmou.

 

Matérias apagadas

 

Outra situação que chamou atenção nos últimos dias foi o “sumiço” das matérias publicadas no site do Governo do Estado. Desde o último final de semana, os releases deixarão de ser publicados e matérias que já estavam o site foram apagadas.

 

Neste caso, segundo o auditor José Alves Filho, também houve uma recomendação da CGE no sentido de que não fossem publicadas matérias que enaltecessem a figura ou ações do atual Governo.

 

“Nós recomendamos, por exemplo, há uma matéria sobre a inauguração de uma obra. Ao invés de colocar: ‘Determinada obra, que estava abandonada há 30 anos, foi destravada pelo atual governador e inaugurada nesta semana’. O adequado é: ‘Determinada obra foi inaugurada ao custo de XX reais.’ E ponto final”, disse.

 

“O que aconteceu é que o próprio GCom entendeu que, em razão da quantidade de jornalistas e editores, seria complicado controlar cada uma dessas publicações e passar alguma irregularidade. Desta forma, eles entenderam por bem não publicar mais as matérias”, acrescentou o auditor.

 

 

Fonte: Midia News

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