Paranatinga, 23 de Agosto de 2019

Mato Grosso

Ex-deputado lamenta ter que passar Natal preso, mas diz ter fé que irá sair

Publicado 12/12/2015


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Preso pela terceira vez neste ano, o ex-deputado José Riva (sem partido) comentou sobre a possibilidade de passar as festas de final de ano na prisão. A declaração foi dada após realização de audiência de instrução referente a “Operação Ventríloquo”, em que o ex-deputado é acusado de chefiar um esquema que desviou R$ 9,5 milhões da Assembleia Legislativa.

“É ruim, mas não é só Natal e 31, é qualquer dia. Prisão não é bom para ninguém. Mas eu tenho fé em Deus e acredito que tudo vai passar. Vou continuar lutando pelos meus direitos e acredito que um dia vou conseguir”, declarou.

O ex-deputado já teve um habeas corpus negado pelo Tribunal de Justiça e aguarda análise do pedido de liberdade ingressado junto ao STJ. O relator do HC é o ministro Rogério Schietti. 

Caso não obtenha decisão favorável até dia 20, o ex-deputado ficará encarcerado até 2016. Isso porque, o Judiciário entrará em recesso.

José Riva também explicou sobre o problema de saúde que o levou para o hospital na última semana. Ele contou que sofreu uma forte crise de labirintite. “Acabei vomitando muito e aí desidratou. Mas fui levado ao hospital e agora estou melhor”, falou.

O ex-deputado apenas acompanhou os depoimentos do procurador Álvaro Gonçalves de Oliveira. Ele foi retirado da sessão quando o advogado Júlio César Domingues Rodrigues prestou depoimento. Júlio é um dos réus na operação.

Ex-presidente da Assembleia até o início de 2015, Riva acumula uma série de processos que o levaram a prisão pela terceira  vez apenas neste ano. Em fevereiro, ele foi detido na “Operação Imperador”, que investiga desvio de R$ 62 milhões do legislativo por meio de compras simuladas de materiais de expediente e papelaria.

Após deixar a prisão no final de junho por decisão do STF, ele retornou ao Centro de Custódia de Cuiabá uma semana depois, em decorrência da “Operação Ventríloquo”, que apura desvios de R$ 9,5 milhões por meio do pagamento de uma dívida do parlamento com o HSBC. Contudo, um habeas corpus concedido pelo  STF apenas 13 horas após a prisão, garantiu nova liberdade do ex-deputado. 

A última detenção ocorreu em 14 de outubro, quando foi deflagrada a “Operação Metástase – Célula Mãe”. Neste caso, ele é suspeito de liderar um esquema que desviou R$ 1,7 milhão da Assembleia por meio do desvio da verba de suprimento de fundos. 

 

 

Folha Max

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