Paranatinga, 21 de Março de 2019

Mato Grosso

ENGENHEIRO EXECUTADO

Esse assassino é filho do capeta; não tem coração, desabafa pai

Publicado 19/02/2019 22:01:06


 

O empresário Joel Jesuíno da Maia, pai do engenheiro agrônomo Silas Henrique Palmieri Maia, que foi assassinado na segunda-feira (18) em Porto dos Gaúchos (651 km de Cuiabá), está incrédulo com a brutalidade do crime e inconformado com a perda do filho.

 

O engenheiro, de 33 anos, foi morto com seis tiros no pescoço e na cabeça depois de cobrar uma dívida de um produtor rural, com quem comercializava defensivos agrícolas.

 

De acordo com o pai, Silas trabalharia apenas mais uma semana na região de Porto dos Gaúchos e preparava outro funcionário para assumir o local. Ele também estava noivo e tinha acabado de construir sua casa em Sinop, onde morava há 7 anos.

 

“Esse assassino é filho do capeta. Matar uma pessoa que está trabalhando, uma pessoa honesta, trabalhadora. Matar de covardia. O cara acha que as pessoas não têm família?”, disse o pai, revoltado.

 

Segundo ele, foi um choque para todos os amigos e familiares, que são de Paranaíba (MS), receberem a notícia da morte de Silas. Joel possui uma distribuidora de doces há 26 anos e é muito conhecido no Município.

 

“Nossa cidade tem 50 mil habitantes e está todo mundo revoltado, todo mundo o conhecia. A cidade está em choque”, relatou.

 

Joel ainda conta que sua esposa Natalina, de 59 anos, é a que mais está sofrendo com a morte. De acordo com ele, a pressão arterial da mulher está alterada e sobe a todo o momento.

 

O pai ainda pede por Justiça para o filho. Ele diz que o assassino precisa ser preso o quanto antes.

 

“Tem que ter Justiça. Uma pessoa de 60 e poucos anos fazer uma coisa dessas. Um homem desses não tem coração, não tem filho”, afirmou, referindo-se ao principal suspeito pelo assassinado.

 

Questionado, Joel disse que o filho não tinha envolvimento com a criminalidade e nem tampouco sofria ameaças.

 

Ainda conforme o pai, o corpo do engenheiro saiu do Instituto Médico Legal (IML) de Juína na manhã desta terça-feira e está a caminho de Paranaíba.

 

“Está uma comoção enorme. O corpo dele não chegou até agora. Está todo mundo aqui da cidade esperando e não sabe nem que horas vai chegar”, afirmou Maia.

Fonte: Mídia News

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