Paranatinga, 26 de Março de 2019

Mato Grosso

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Com cortes, Mauro estima economia de R$ 750 milhões e recuperação de investimentos

Publicado 09/12/2018 11:22:04


“O servidor precisa entender, o empresário precisa entender, o cidadão e a imprensa precisam entender isso. Neste cenário que vivemos hoje todos estão perdendo”. A declaração é do governador eleito Mauro Mendes (DEM), após reunião com os deputados estaduais, na última quarta-feira (05). Os parlamentares deverão ser responsáveis, no início de 2019, por aprovar a primeira reforma da gestão democrata, que prevê a extinção de nove secretarias e a demissão de cerca de 3 mil servidores. A expectativa de Mendes é economizar, logo nos primeiros meses, pelo menos R$ 750 milhões.

“Eu mostrei aos deputados claramente esta realidade, era importante nós nivelarmos com eles. A grande verdade é que todos em Mato Grosso precisam compreender que existe uma grave crise. É o jogo do perde. Sem dinheiro o Estado afugenta investimento e não cumpre o seu papel. Hoje tem uma tributação que cria em Mato Grosso um ambiente hostil ao investimento privado. Todos estamos perdendo e reverter isso, mudar esta lógica, é papel de todos nós que vivemos e queremos continuar vivendo em Mato Grosso”, declarou o futuro governador.

Durante o encontro, Mauro Mendes apresentou dados obtidos por sua equipe de transição e que deverão constar no Projeto da Lei Orçamentária Anual (PLOA), a ser encaminhada pelo Executivo nos próximos dias para aprovação da Assembleia Legislativa.

“Precisamos, no mínimo, economizar R$ 750 milhões e, no mínimo, aumentar R$ 750 milhões da receita. Essa é a busca deste equilíbrio. Metade disso vai ter que vir do corte das despesas e a outra metade tem que vir da elevação da receita”, enfatizou Mauro Mendes.

Na atual conjuntura, o Estado de Mato Grosso tem gasto no mês mais do que arrecada, acumulando déficits consecutivos que têm engessado e endividado a administração em cifras que superam os bilhões de reais.

Conforme o que já foi apurado, Mato Grosso irá encerrar 2018 com um déficit de quase R$ 1,9 bilhão. Segundo o PLOA, a estimativa é que o Estado também fique no vermelho em 2019 caso não sejam realizados cortes nem haja incremento de receita.

“O enxugamento, antes de ser considerado em um orçamento, precisa ser traduzido em lei e aprovado pela Assembleia. Eu não posso fazer uma lei orçamentária imaginando que a Assembleia irá aprovar, pois eu estaria subestimando o poder que esta Casa tem de aprovar as medidas do Executivo. Os cortes não estão ai. Então nós temos que economizar para o ano que vem R$ 1,5 bilhão, ou economizar R$ 750 milhões e subir a arrecadação em R$ 750 para atingir o equilíbrio”, pontuou o democrata.

 

Fonte: Olhar Direto

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