Paranatinga, 11 de Novembro de 2019

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Polícia prende irmãos por venda de caminhonete roubada para índios

Publicado 20/08/2015


Irmãos foram presos por venderem caminhonetes roubadas para índios em Mato Grosso (Foto: Reprodução/TVCA)Irmãos foram presos por venderem caminhonetes roubadas para índios em Mato Grosso (Foto: Reprodução/TVCA)

Dois irmãos, de 23 e 33 anos, e um adolescente, de 17 anos, foram detidos nesta quarta-feira (19) em Cuiabá suspeitos de terem roubado e vendido caminhonetes para índios em Mato Grosso. De acordo com informações da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (Derrfva), cinco índios da etnia Enawenê-nawê também acabaram detidos após comprarem uma caminhonete roubada em Cuiabá e foram liberados em seguida.

“Eles [os presos] revendiam caminhonetes roubadas para índios e fazendeiros no interior do estado. Eles clonam a placa, falsificam o documento e deixam o chassi original. Uma caminhonete dessa vale R$ 120 mil, mais ou menos, e eles compram por R$ 20 mil ou R$ 30 mil, acreditando que é um carro Finan [comprado geralmente no nome de um laranja, por meio de financiamento]”, explicou ao G1 o delegado da Derrfva, Wagner Bassi Junior.Segundo a polícia, o grupo de índios saiu da cidade de Juína, a 737 km de Cuiabá, e veio para a capital mato-grossense onde negociou e comprou a caminhonete da quadrilha. O veículo comprado pelos indígenas tinha sido roubado ainda neste mês na capital.

Irmãos foram presos por venderem caminhonete roubada para índios em Mato Grosso. (Foto: Polícia Civil de Mato Grosso)Irmãos foram presos por venderem caminhonete roubada para índios em Mato Grosso (Foto: Polícia Civil de Mato Grosso)

Os fazendeiros ou índios que compravam as caminhonetes roubadas não encontravam nenhum tipo de irregularidade, já que as placas eram clonadas e não indicavam queixa de roubo. A quadrilha vendeu a caminhonete roubada por R$ 30 mil para a aldeia indígena. Os índios tinham repassado o valor de R$ 15 mil de entrada para os suspeitos e dariam mais R$ 15 mil em um prazo de 30 dias.

“Esses cinco índios vieram de Juína, compraram a caminhonete e foram embora. Conseguimos interceptá-los em Barra do Bugres, onde fizemos a checagem e se tratava do veículo roubado. Os índios ficaram bravos, queriam o dinheiro deles de volta e alegaram que não sabiam que o veículo era roubado”, contou Bassi.

Um procurador federal que representa a Fundação Nacional do Índio (Funai) acompanhou o grupo indígena, que foi liberado logo após prestar esclarecimentos na delegacia. No entanto, conforme o delegado, o caso deve ser encaminhado para a Polícia Federal que vai investigar a conduta dos indígenas. Os dois irmãos e os adolescentes estão detidos na Derrfva.

 

g1mt

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