Paranatinga, 24 de Maio de 2018

Geral

Polícia investiga se ex-golpista usava empresas para lavar dinheiro

OPERAÇÃO REGRESSUS | 25/04/2018 12:25:09


A Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) da Polícia Civil informou em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (25) que investiga se o ex-golpista Marcelo Nascimento da Rocha, conhecido por "Marcelo Vip", estaria usando empresas de fachadas para lavar dinheiro.

 

Ele foi preso nesta manhã, após a deflagração da "Operação Regressus”, que investiga um esquema de fraudes em processos de progressão de regime de presos.

 

Além dele, foram presos também Márcio Batista da Silva, conhecido como Dinho Porquinho, e o ex-assessor da 2ª Vara de Execuções Penais de Cuiabá, Pitágoras Pinto de Arruda.

 

De acordo com o titular da GCCO, Diogo Santana, "Marcelo Vip" e Márcio Batista estavam registrados como funcionários em uma empresa de fachada.

 

“O motivo das buscas foi realizar o bloqueio de contas e de informações financeiras a respeito dos investigados. A desconfiança que nós temos é em razão da comprovação de empresas de fachadas. É que essas empresas são utilizadas para branqueamento de valores, ou seja, valores de origem ilícita que são trazidos para dentro destas empresas apenas de fachada, para que haja uma comprovação fictícia da origem lícita do dinheiro”, disse.

 

Marcelo Nascimento, que foi conhecido como o "maior golpista do Brasil", atualmente tem uma empresa em Cuiabá no ramo de produções artísticas, trazendo shows de bandas nacionais para o Estado.  Sua vida foi retratada no filme "Vips", em que é interpretado pelo ator Wagner Moura.

 

Além dos mandados de prisão, a Polícia realizou buscas e apreensões em 19 endereços, na tentativa de identificar mais envolvidos no esquema.

 

MidiaNews

 

Marcelo Nascimento foi conhecido como o "maior golpista do Brasil"

“A gente trabalha com o envolvimento de reeducandos, servidores, estagiários, bacharéis e até mesmo advogados.O objetivo das buscas foi esse: levantar informações de outros componentes desta organização criminosa. Ainda não sabemos quem lidera”, afirmou.

 

A operação

 

A Operação Regressus foi desencadeada após uma denúncia do Juiz Geraldo Fidelis, da 2ª Vara Criminal de Cuiabá, que suspeitava que seu ex-assessor, Pitágoras Pinto, estivesse participando do esquema de fraudes no Judiciário.

 

Ação foi dividida em três inquéritos. Um para investigar esquema de fraudes em processos de progressão de regime de presos; outro para peculato e o terceiro para susposta lavagem de capitais.

 

A Operação contou com apoio do Tribunal de Justiça, do Ministério Público, da Subsecretaria de Inteligência do Estado do Rio de Janeiro e a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh).

 

Fonte: Midia News

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