Paranatinga, 17 de Abril de 2021

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Mulher que matou marido e enterrou no quintal relata que sofria violência doméstica

Publicado 05/03/2021 16:42:27


A mulher de 36 anos que matou Francisco da Silva, 48 anos, com um tiro na cabeça enquanto ele dormia, alegou que foi motivada pelas agressões que sofria há meses. Ela também enterrou o homem em uma cova de dois metros aos fundos da residência onde eles moravam no assentamento Jaguaribe, no município de União do Sul (645 km de Cuiabá).


O delegado Pablo Carneiro informou que a mulher compareceu na delegacia do município de Cláudia na tarde de quarta-feira (3) acompanhada de um advogado e disse que queria confessar um crime. Durante depoimento ela sustentou que vinha sendo vítima de violência doméstica há vários meses.

Segundo a mulher, na noite do dia 19 de fevereiro, ela teria tido uma discussão com o marido por conta de ciúmes. Na ocasião, o homem a colocou para dormir fora de casa.

No dia seguinte, ela teria retornado para residência, brigou novamente com ele porque a Polícia Militar teria sido acionada, ocasião em que teria entrado em luta corporal com ele. Logo depois, teria pego uma espingarda de pressão modificada para calibre 22 e dado um tiro na cabeça dele.

Entretanto, conforme o delegado, ela entrou em contradições várias vezes e depois revelou a verdade. Na segunda versão, a mulher disse que matou o marido por volta das 3h da madrugada enquanto ele dormia. Depois disso, contratou algumas pessoas para fazer o buraco onde ele foi enterrado.

“Ela arrumou alguém para cavar esse buraco nos fundos da casa, alegando que seria um tanque para peixe e combinou com a filha de uma vizinha e um outro rapaz, para que os dois levassem o corpo até o buraco e tampassem. Na segunda-feira, depois de ter limpado a casa, percebeu que a cama estava com bastante cheiro de sangue e resolveu colocar fogo, até para não deixar vestígios do crime”, explicou o delegado em coletiva de imprensa. 

O rapaz de 20 anos, que a ajudou a esconder o corpo, responderá por ocultação de cadáver, posse irregular de arma de fogo de uso permitido e corrupção de menores. Com ele, a Polícia Civil encontrou a arma usada e um celular da vítima, que foram dados pela suspeita como pagamento na empreitada criminosa.

 



Já contra uma adolescente, de 17 anos, foi lavrado um boletim circunstanciado por ato infracional análogo ao crime de ocultação de cadáver.

O casal não tinha filhos e estava junto há cinco anos. Ainda conforme a mulher, o desentendimento entre ambos era muitas vezes motivado pelo fato dela ter três filhos que não eram do atual marido.

A acusada também disse que o marido não gostava das crianças e não deixava que ela visitasse eles.
 

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