Paranatinga, 17 de Outubro de 2018

Geral

Mãe de médico pode ter participação em morte e está foragida

EXCLUSIVO | 17/07/2018 11:06:11


A mãe do médico Denis Furtado, indiciado por homicídio doloso pela morte da mato-grossense Lilian Calixto, pode ter participado do procedimento estético fatal.

 

Maria de Fátima Barros Furtado também é médica e teve o registro cassado pelo Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro. A informação é do delegado Felipe Santoro, da 16ª Delegacia de Polícia Civil, na Barra da Tijuca.

 

Segundo ele, há indícios de que a mãe, que também está foragida, atuava ilegalmente com o filho, participando dos procedimentos estéticos ilegais.

 

Ela pode, inclusive, ter participação na morte de Lilian, de 46 anos, ocorrida na madruga de domingo (15). Mãe e filho estão com prisão temporária (de 30 dias) decretada pela Justiça.

 

 

Apesar de ter o CRM cassado, foram encontradas várias receitas de medicamentos controlados e carimbos com o nome dela

"Apesar de ter o CRM cassado, foram encontradas várias receitas de medicamentos controlados e carimbos com o nome dela no local do procedimento", disse Santoro.

 

Ele revelou ao MidiaNews que acompanhou a perícia feita no apartamento de cobertura de Denis, no condomínio Santa Mônica, na Barra, que servia como uma "clínica clandestina".

 

"Não há no local nenhuma estrutura minimamente adequada para a realização de procedimentos estéticos ou cirúrgicos. Haviam duas macas no apartamento, muitos medicamentos, inclusive mal armazenados, juntamente com alimentos, de modo completamente anti-higiênico", disse o delegado.

 

Ele contou que foram encontrados no apartamento vários remédios e embalagens, inclusive do PMMA (polimetilmetacrilato), um polímero, ou fibra sintética, em forma de gel, usado para o preenchimento dos glúteos da vítima.

 

 

A namorada e a ajudante: detidas e indiciadas

"Mas a maior quantidade de PMMA foi apreendida no interior de um veículo que estava no estacionamento do condomínio, provalvemente para tentar despistar a polícia", disse Felipe Santoro.

 

Associação para o crime

 

Segundo ele, mãe e filho, que foram indiciados por homicídio doloso qualificado e associação para o crime, utilizavam o apartamento para os procedimentos, já que não poderiam atuar no Rio sem o registro no CRM.

 

"Nenhum hospital ou clínica aceitariam os dois, que na verdade se uniam para praticar crimes. Por isso, eles usavam o local clandestino, onde passavam temporadas, atraindo grande concentração de mulheres em determinados dias da semana", afirmou Santoro.

 

O delegado contou que Denis Furtado não tem registro no CRM do Rio, mas apenas em Goiás e no Distrito Federal, por isso não poderia atuar no Estado.

 

"O estranho é que não há sequer um pedido de registro dele feito no CRM do Rio de Janeiro, embora ele seja carioca e atue aqui, divulgando inclusive seus contatos nas redes sociais", disse.

 

 

Nenhum hospital ou clínica aceitariam os dois, que na verdade se uniam para praticar crimes

O delegado afirmou que a namorada de Denis, chamada Renata Fernandes Cirne, e outra mulher, de nome Rosilane, provavelmente uma ajudante do médico, também foram indiciadas pelos mesmos crimes.

 

As duas continuam detidas na 16ª Delegacia de Polícia e, segundo Santoro, também serão alvos de pedidos de prisão.

 

"A namorada, que estava com os pertences de Lilian (jóias, documentos, celular, etc.), atuava como agenciadora, buscando clientes. Outras vítimas disseram que ela também indicava a quantidade de PMMA que seria usada em cada paciente", disse.

 

Barra D´Or 

 

O delegado contou ao MidiaNews que tomou conhecimento do caso a partir de uma comunicação feita pelo hospital Barra D´Or, para onde Lilian foi levada, na noite de sábado (14) após passar mal. O procedimento foi realizado por volta das 18 horas.

 

 

Fachada do hospital Barra D´Or, para onde Lilian foi levada

"Eles deixaram a vítima lá e saíram rapidamente, provavelmente por saberem da gravidade da situação. Após o óbito, o hospital entrou em contato com o médico e comunicou o fato. Ele, então, desapareceu", disse. 

 

Denis Furtado, que já estava foragido, deu outra versão para familiares da vítima, no domingo: disse que Lilian e a equipe saíram para jantar logo depois do procedimento. E que ela teria passado mal em um restaurante, sendo levada em seguida para o Barra D´Or.

 

"Já solicitamos as imagens das câmaras de segurança para saber em quais condições a vítima entrou no apartamento, quanto tempo ficou lá, como saiu e com quem saiu, além das pessoas já identificadas", disse Santoro.

 

"O nosso objetivo agora é prendê-los e, em seguida, tomar todas as providências para os envolvidos na morte sejam julgados, condenados e, no caso do médico, perca seu registro no CRM", disse.  

 

Fonte: Midia News

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