Paranatinga, 16 de Outubro de 2018

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“É o jeito Pedro Taques de fazer política”, diz ex-diretor da Ager

ALVO DA DEFAZ | 25/04/2018 12:23:37


O ex-presidente da Agência Estadual de Serviços Públicos(Ager), Eduardo Moura, afirmou que o mandado de busca e apreensão cumprido contra ele na manhã desta quarta-feira (25) pode ter sido reflexo de uma suposta represália do governador Pedro Taques (PSDB).

 

Moura é alvo de operação da Delegacia Fazendária (Defaz), que apura fraudes em concessões do sistema intermunicipal de transporte do Estado.

 

Apesar de ter dito que prefere não acusar o governador, o ex-presidente da Ager afirmou que causa “espanto” o cumprimento do mandado dois dias depois de ele assinar uma carta de ex-aliados que se posicionaram de forma contrária à reeleição de Taques.

 

“Se é reflexo da carta, não sei, mas é o estilo Pedro Taques de fazer política. Mas eu espero que não seja. Eu colaborei com o Estado de Mato Grosso o quanto possível. E não saí antes, porque diferente do governador, eu respeito as pessoas, eu me apego às pessoas. E eu achei que poderia colaborar com os servidores da Ager que estão esquecidos pelo Governo e relegados ao segundo plano”.

 

“Não vou dizer que é retaliação, mas é o estilo dele de fazer política. Não estou dizendo que foi ele, não posso acusar [...]  É tão recente que me custa crer que seja. Mas não me espantaria se fosse. Me espanto que eu tenha sido investigado dois dias depois de assinar uma carta explicando por que não apoiarei Pedro Taques”, disse ele, ao chegar na sede da Defaz, em Cuiabá, para prestar esclarecimentos.

 

Me espanto que eu tenha sido investigado dois dias depois de assinar uma carta explicando o porquê não apoiarei Pedro Taques

 

A investigação da Defaz apura a suspeita de que empresas de transporte teriam pago propina de R$ 6 milhões a Silval em troca de créditos tributárias e da prorrogação da concessão das linhas intermunicipais, mesmo sem licitação.

 

Também é investigada a suposta tentativa da empresa Viação Xavante Ltda em manipular o edital de licitação, orçado em R$ 11 bilhões, para escolher as empresas que vão administrar as concessões pelos próximos 20 anos.

 

Sobre estas suspeitas, Eduardo Moura afirmou que sequer permitiu qualquer concessão a empresas de transporte durante sua gestão na Ager.

 

“Quando o governador Pedro Taques assumiu, em agosto de 2015 este decreto foi revogado, portanto, não foram prorrogadas as concessões. Iniciou-se o processo de leilão de concessões de transporte intermunicipal. Eu assumi a Ager em 2016. Durante a minha gestão não dei nenhuma concessão, pelo contrário, cortei algumas. Então eu não entendo o que estou fazendo nesse processo”.

 

Ele ainda questionou o fato de nenhum outro ex-secretário ou ex-presidente de autarquia na gestão Taques, exceto ele, ter sido alvo de operação por conta de fatos do governo passado.

 

“Me causa estranheza porque houve indícios de corrupção na Secretaria de Infraestrutura, na Secretaria de Cidades, na Secretaria de Assistência Social com a primeira-dama Roseli, e eu não me lembro de nenhum secretário do atual Governo ter sido investigado por fatos ocorridos no Governo Silval, de supostas corrupções”.

 

“Desde que eu assumi, não foi feita nenhuma concessão. Nós cancelamos algumas concessões. Podem abrir meus computadores, meus arquivos, não tem problema nenhum. Tanto que estou aqui sem advogado, sem nada”, finalizou.

 

Moura foi obrigado a deixar o telefone celular na Defaz.

 

Fonte: Midia News

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