Paranatinga, 18 de Novembro de 2017

Geral

Deputado denuncia fraude em emendas para Saúde de MT e prevê cassações

DESVIO ÉTICO | 30/10/2017 11:29:08


Um grupo de parlamentares teria adulterado um documento que desviou uma emenda para saúde de Mato Grosso no valor de R$ 156 milhões. Parte desse valor era pra ser destinado ao pronto socorro de Cuiabá.

A situação foi denunciada pelo deputado federal Nilson Leitão (PSDB), durante o programa Chama Geral da rádio Mega FM. Leitão chamou o ato de criminoso e que os responsáveis serão identificados e devidamente punidos. 

Ela afirmou que foi apresentado um pedido na Comissão de Orçamento da Câmara Federal, em Brasília, para alterar a emenda sem a anuência dos principais líderes da bancada federal de Mato Grosso, como os deputados Fábio Garcia e Adilton Sachetti (sem partido), além do senador Wellington Fagundes (PR). “Um documento no mínimo suspeito de ter sido alterado. É muito grave. São R$ 156 milhões para saúde que foram revertidos em 100% para custeio”, afirmou o deputado durante entrevista na rádio, sem dar detalhes para onde o recurso foi desviado. 

No entanto, Leitão garantiu que “a história não ficará assim”. “Nós vamos reverter esse processo, que é um dinheiro para o pronto socorro de Cuiabá”, completou.

Ele enfatizou que se trata de um caso criminoso, que o documento foi alterado “por gente que nem estava na Câmara, que é suplente e não tinha legitimidade para assinar”. “É uma situação pode levar os responsáveis à comissão de Ética [da Câmara Federal]”. 

O tucano disse que estava abismado com a situação, que, nesses anos em que atua no Congresso, nunca havia presenciado coisa parecida. “É uma coisa absurda. Eu nunca vi isso na minha vida. Houve uma grande armação. Um fato muito preocupante. Usaram um documento para desviar a emenda que foi feito no mês de março, mas depois disso houveram sete ou oito reuniões para alterar a ata. Foi um documento induzido”, salientou o parlamentar. 

Ele disse que o caso está sendo apurado e que os responsáveis serão identificados. “As pessoas que assinaram esse documento vão retirar a assinatura e vai sobrar apenas aquele que não reclamar, e que de fato levou esse documento errado para ser assinado”, asseverou Leitão.

 

Fonte: Folha Max

FACEBOOK