Paranatinga, 17 de Abril de 2021

Geral

Borges diz que Emanuel usou decreto de Bolsonaro "espertamente" para deixar comércio aberto em Cuiabá

Publicado 01/04/2021 11:04:56


O chefe do Ministério Público de Mato Grosso, procurador geral de Justiça José Antônio Borges, disse nesta quinta-feira (1) que o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), "espertamente" usou um decreto nacional para praticamente liberar todo serviço na capital do estado. 



Visivelmente chateado com a maioria dos prefeitos em não cumprir o decreto de fechamento total do comércio por 10 dias, para tentar diminuir a disseminação do coronavírus, Borges disse que não adianta fazer uma quarentena de mentira, pois não vai haver nenhum tipo de resultado e vai continuar morrendo gente.

"Quem teve legitimidade e voto do povo é o presidente Bolsonaro, que lançou o leque de opções de serviços essenciais. O Governador Mauro Mendes poderia lançar um decreto mais peferiu apenas decretar a quarentena geral. Em Cuiabá, o prefeito espertamente, abriu tudo. Mas, o MP não querendo fazer as vezes da AL, faz  seu papel de fiscalizar. Essa quarentena é uma quarentena de dez dias que deveria ser 15 dias, o que pode não trazer nenhum tipo de resultado", comentou o procurador. 

Na entrevista, que foi concedida ao programa Giro Conti, da Rádio Conti FM, o procurador ainda criticou os empresários de Cáceres (distante 220km de Cuiabá), que chegaram a ameaçar a prefeita Eliene Liberato (PSB) porque ela fez um decreto, que fecha todo tipo de comércio da cidade. 

"A prefeita de Cáceres está de parabéns. Lá o Ministério Público não tem problemas com a prefeita. Mas, é um exagero e inadmissível fazer ameaças por conta da chefe do Poder estar cumprindo o decreto. Ela sabe como está o problema da Covid-19 em sua cidade. No Brasil, já temos uma economia quebrada há muito tempo. Passar fome virou uma rotina desse pais há tempos. A crise economica se agravou na pandemia, lógico, mas temos que dar um jeito de tentar salvar vidas", disse o procurador. 

Sobre medidas que o MP deve tomar contra cidades que não cumprirem os decretos, Borges não comentou.  O Ministério Público do Estado de Mato Grosso propôs mais uma ação para garantir a adoção de normas efetivas e urgentes de enfrentamento à pandemia da Covid-19. 
 

 

 Além da Reclamação junto ao Tribunal de Justiça para suspender o artigo do Decreto Municipal de Cuiabá que ampliou a lista de atividades essenciais, a instituição, por meio da 7ª Promotoria de Justiça Cível de Tutela Coletiva da Saúde, ingressou com medida judicial contra o Estado e o Município de Cuiabá requerendo a suspensão imediata de atividades não essenciais.  Como exemplo, promotor cita templos, academias de ginástica e salões de beleza. 

 

 

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