Paranatinga, 16 de Outubro de 2018

Fato ou Fake

É #FAKE lista de obras raras destruídas após incêndio no Museu Nacional

FATO OU FAKE NEWS | 04/09/2018 19:15:23


Após o incêndio de grandes proporções que atingiu o acervo do Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, Zona Norte do Rio de Janeiro, circula pelas redes sociais uma mensagem que lista obras raras destruídas pelas chamas neste domingo. A lista, porém, é #FAKE. Ela mostra obras que estão a salvo e guardadas em outros acervos da cidade, como a Biblioteca Nacional e o Arquivo Nacional, no Centro do Rio.

 

A seção de obras raras da Biblioteca Nacional (BN) mostra que fazem parte do acervo da instituição todos os itens citados na mensagem. Em algumas postagens a lista está até na mesma ordem da que consta do site da Biblioteca Nacional.

 

São eles: pergaminho datado do século XI com manuscritos em grego sobre os quatro Evangelhos; a Bíblia de Mogúncia, de 1462; a crônica de Nuremberg, de 1493, considerado o livro mais ilustrado do século XV; a Bíblia Poliglota de Antuérpia, de 1569; a primeira edição de “Os Lusíadas”, de 1572; a primeira edição da “Arte da gramática da língua portuguesa”, escrita pelo Padre José de Anchieta em 1595; o primeiro jornal impresso do mundo, datado de 1601; o “Rerum per octennium”, de Baerle (1647), com 55 pranchas a cores desenhadas por Frans Post; o exemplar completo da Encyclopédie Française e o um exemplar raro do livro publicado em 1605 pelo autor Hrabanus Maurus. O catálogo que lista essas e outras obras raras está disponível online.

 

 

Outra postagem com uma informação falsa sobre o acervo do Museu afirma que o a cópia original da Lei Áurea, na qual a princesa Isabel declarou extinta a escravidão no Brasil em 1888, também foi perdida no incêndio. O documento, porém, está preservado no Arquivo Nacional, informação confirmada pela assessoria do local. É possível também acessar o arquivo digital no site da instituição.

 

 

Fonte: G1

Rádios

Anuncios

CURTA NOSSA FAN PAGE