Paranatinga, 19 de Novembro de 2017

Eleições

Taques deixa explícita fé na reeleição para governador e lembra que começou briga pelo Senado com 1%

ELEIÇOES 2018 | 29/06/2017 11:21:08


Depois de se fazer de desentendido sobre a tese da oposição de considerá-lo "fora do páreo", na briga pelo governo de Mato Grosso, em 2018, o governador José Pedro Taques (PSDB) utilizou um evento para alertar que possui fé em suas chances de reeleição para a chefia do Poder Executivo.
 
“O mundo dá volta. “Eu tinha fé de que seria eleito senador da República por Mato Grosso. Eu estava com 1% nas pesquisas [de opinião pública sobre tendência do eleitorado]. Em minha primeira reunião em Cuiabá, veio uma pessoa. E, na segunda reunião, três pessoas. As reuniões foram se ampliando, avolumando, aumentando. Aumentando!”, disse ele, ao participar de Workshop de Liderança e Coaching na Gestão Pública, promovido pela Secretaria de Estado de Gestão (Seges-MT), via Escola de Governo, no Salão Cloves Vettorato do Palácio Paiaguás.

Pedro Taques tinha se recusado a responder ao senador Wellington Fagundes, presidente do PR; e aos deputados federais Carlos Bezerra, prsidente do PMDB; e Valtenir Pereira, novo presidente do PSB, que o consideram "carta fora do baralho". Todavia, ele avisou que está vivo e utilizou o evento para advertir aos oposicionistas que se considera em condições de bater quem estiver disposto a assumir a concorrência pelo governo de Mato Grosso, em 2018.
 
O governador não se cansa de recordar o quadro dramático de 2010 e a "virada" nas urnas. “Comecei a campanha com1%. As reuniões se avolumavam... Se ampliaram. Mais gente. Mais gente! Você vai evangelizando as pessoas. Evangelizar no sentido etmológico do termo, significa convencer as pessoas. Eu iria enfrentar o ex-governador Blairo Maggi, atual ministro da Agricultura. As pessaos diziam: você vai perder para Blairo Maggi”, recordou ele.
 
“Há 20 anos, eu era procurador do Estado de São Paulo. O meu sonho era ser procurador da República. Eu tinha fé que seria procurador da República. Fé significa fidúcia. Significa confiança. Significa você acreditar em algo que você não enxerga. Voce não precisa demonstrar a existência deste algo. Quando se tem fé, é algo inabalável”, ensinou ele, como se estivesse em sala de aula, em tom provocativo.
 
“Há 15 anos, eu era Procurador da República, em Cuiabá. E tinha fé; tinha confiança de que nós prenderíamos o João Arcanjo Ribeiro. Tinha fé! Prendemos Arcanjo!”, sintetizou Taques, ao recordar o trabalho que tornou-o famoso no Brasil. João Arcanjo comandava o crime organizado em Mato Grosso e era visto como intocável, possuindo tentáculos nos Poderes Executivo, Legislativo e Judicário. Ele tomou o cuiado de não citar o seu principal aliado da época, o então juiz federal Julier Sebastião Silva (PDT), hoje pré-candidato goverandor.
 
“Saí em 2010 do Ministério Público Federal e muitos diziam que eu era louco. Mas eu tinha fé. Confiança. Fidúcia! Naquele momento apareceu a lista da pesquisa [Revista Forbes],  e Maggi aparecia entre as pessoas mais poderosas do mundo. Aparecia apenas atrás da Shakira. Eu tive 35 mil votos a mais que o segundo colocado [Maggi], em Cuiabá. E tive 10 mil votos a mais que o segundo colocado, em Várzea Grande. Comecei com 3% em Cuiabá, nas pesquisas de opinião pública. Eu tinha fé”, emendou o governador.
 
Taques lembrou que foi vítima de "zoação", em 2014, quando se colocou como pré-candidato a goverandor de Mato Grosso. “As pessoas diziam: você vai perder a eleição [em 2014]. Ganhamos as eleições. O que eu quero daqui a cinco anos? Que nós sejamos um dos melhores estados do Brasil. Não porque tenhamos pontes. E teremos pontes. Não porque faremos estradas. E estamos construindo muitas estradas. Mas porque nós possamos ter os servidores públicos que possam ter qualidade no que fazem”, complementou o goverandor.
 
Desde que lançou a Caravana da Transformação, no segundo semestre de 2016, mesmo sem assumir que seja pré-candidato à reeleição, Pedro Taques trocou 14 secretários de Estado e praticamente quadruplicou suas aparições públicas. Além disso, passou a receber vereadores, dirigentes de entidades empresariais e até líderes de organizações sociais e de bases pouplares.

 

 

Fonte: Olhar Direto

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