Paranatinga, 24 de Setembro de 2018

Eleições

Pivetta classifica gestão Taques como “medíocre” e diz que reeleição é inconveniente

ELEIÇÕES 2018 | 15/03/2018 11:49:49


O ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta, responsável por coordenar a campanha e a transição do Governo Pedro Taques (PSDB) em 2014, rompeu o silêncio nesta quinta-feira (15) e fez uma série de críticas ao ex-aliado. Pivetta, que é cotado para compor uma chapa ao Governo com o ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (sem partido), classificou a atual gestão como “medíocre” e afirmou que um projeto de reeleição do tucano é um “inconveniente à sociedade”.

“Ele frustrou não só a mim, frustrou o Estado. Eu falo isso com pesar, porque eu fui um entusiasta e estaria realizado se ele tivesse honrado, tivesse aplicado aquilo que nós sonhamos juntos e delegamos a ele, através de mais de 50% dos votos dos mato-grossenses. A gente não sabe nem se ele vai ser candidato, mas se ele fizer uma boa reflexão, sem nenhuma ilusão, ele vai ver que ele é inconveniente para a sociedade e não tem direito nenhum de pleitear uma reeleição”, declarou Pivetta, em entrevista à Rádio Capital FM.

“O Pedro perdeu o direito que querer continuar no Palácio. A sociedade o elegeu no primeiro turno e o Governo dele é medíocre. Eu estou dando a minha primeira entrevista para falar sobre isso. Eu não quero ser oportunista, não sinto nenhuma alegria em falar isso do Pedro, mas infelizmente essa é a verdade. Foi frustrante e não tem mais tempo para recuperar. O que nós vimos foi uma lambança, um Governo ruim em todos os aspectos”, acrescentou, garantindo que não pretende ser candidato, mas que irá participar do processo eleitoral.

Na entrevista desta quinta-feira, Pivetta, que é considerado um dos empresários mais bem sucedidos do Estado, destacou que a economia em Mato Grosso, apesar da crise, não foi das piores nos últimos três anos. Rebatendo, portanto, o principal argumento de Taques para justificar as mazelas do Estado.

Para Pivetta, o que falta na verdade é gestão. “O que nós vemos hoje no Estado é uma crise muito maior de gestão, do que de recursos propriamente dito. Não há duvidas que a natureza do governador não é de um Executivo qualificado, nós até sabíamos disso, mas houve uma desagregação geral, um enfrentamento cego com os servidores públicos. Governo nenhum consegue viabilizar um bom mandato sem o engajamento dos servidores públicos. É o perfil dele, ele se mostrou auto-suficiente desde o início, tomando decisões isoladas”, criticou.

Pivetta e Taques, além de amigos pessoais, dividiam espaço no PDT, partido em que o governador foi eleito. Mesmo após mudarem de sigla – Taques foi para o PSDB e Pivetta para o PSB-, os dois permaneceram aliados.

Até que, em 2016, quando o empresário tentou reeleição em Lucas do Rio Verde, o governador decidiu apoiar Luiz Binotti (PSD), a pedido do vice-governador Carlos Fávaro. A “traição”, além de divergências relacionadas à própria gestão, pôs fim a aliança entre Pivetta e o chefe do Executivo.

Mesmo com as críticas, Pivetta destacou a honestidade de Taques, mas avaliou que a característica não deve ser considerada virtude e sim preceito básico de um gestor. “Uma gestão integra austera, significa gastar bem o dinheiro público, elegendo bem as prioridades. Ele está fazendo isso? Eu acho que não. Falta qualidade no gasto público. Honestidade é algo básico, se não for honesto a conversa para por aí”, pontuou.

 

Fonte: OLHAR DIRETO

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