Paranatinga, 24 de Abril de 2018

Eleições

Joaquim desiste de aposentadoria e Governo e quer voltar ao TCE

FIM DO SONHO | 21/03/2018 21:18:08


O conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Antonio Joaquim, desistiu de se aposentar da Corte de Contas e não será mais candidato ao Governo do Estado nas eleições deste ano.

 

O anúncio foi feito na noite desta terça-feira (20), em um vídeo divulgado por ele nas redes sociais.

 

“Estou aqui fazendo uma despedida, Agora, como ficou inviabilizada a minha pré-candidatura ao Governo, eu preciso recompor a minha vida voltando a ser conselheiro. E aí, eu me imponho o silêncio como política”, disse em trecho do vídeo.

 

“Então, até agora eu podia falar, porque estava com o meu pedido de aposentadoria. Agora, pedi para suspender o pedido e vou entrar em um período de muda, não poder mais dar minha opinião sobre política”, com

 

O conselheiro deve protocolar no próprio TCE-MT, nos próximos dias, sua decisão de não mais se aposentar. Em seguida, o governador Pedro Taques (PSDB) deve ser notificado.

Histórico

 

Em agosto de 2017, Antonio Joaquim anunciou que deixaria o TCE para disputar o Governo do Estado. Um mês depois, foi deflagrada a Operação Malebolge, baseada na delação do ex-governador Silval Barbosa.

 

 

Como ficou inviabilizada a minha pré-candidatura ao Governo, eu preciso recompor a minha vida voltando a ser conselheiro

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento de cinco conselheiros do Tribunal de Contas do Estado, entre eles Antônio Joaquim.

 

Em novembro, o governador Pedro Taques fez uma consulta ao ministro Luiz Fux sobre a compatibilidade ou não entre a aposentadoria e o afastamento do conselheiro. O ministro negou e disse que a suspensão do processo de aposentadoria de Antônio Joaquim ocorrerá até que o processo referente à operação Malebolge seja finalizado.

 

Antonio Joaquim recorreu à Primeira Turma do STF para que tivesse o pedido reanalisado. A ação, agora, deve perder o objeto.

 

Ele é acusado por Silval de receber R$ 53 milhões, junto com outros conselheiros, para não atrapalhar o andamento de obras no Estado.

 

Além disso, teria, segundo Silval, participado de um esquema de lavagem de dinheiro na compra e venda de uma fazenda no Município de Nossa Senhora do Livramento, da qual o ex-governador seria sócio oculto.

 

O conselheiro negou todas as acusações e chegou a dizer que pediria a anulação da delação do ex-governador.

 

 

Fonte: Midia News

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