Paranatinga, 20 de Novembro de 2017

Eleições

Governador diz que repudia tentativa de envolvê-lo em ato ilegal

SEM CAIXA DOIS | 02/12/2016 00:20:54


O Gverno do Estado divulgou, na noite desta quinta-feira (1º), uma nota em que o governador Pedro Taques (PSDB) “refuta com veemência” qualquer tentativa de envolver seu nome no esquema de propina na Secretaria de Estado de Educação.

 

Em depoimento dado no dia 16 de novembro, na colaboração premiada que firmou com o Ministério Público Estadual, o empresário Giovani Guizardi, da Dínamo Construtora, afirmou que o também empresário Alan Malouf teria investido R$ 10 milhões em dinheiro não contabilizado na campanha do governador, em 2014.

 

“O governador Pedro Taques tomou as medidas que lhe competiam, quando da deflagração da Operação Rêmora, exonerando e/ou afastando todos os servidores públicos denunciados, inclusive o ex-secretário de Educação”, diz trecho da nota, emitida pelo Gabinete de Comunicação (GCOM).

 

O governador Pedro Taques tomou as medidas que lhe competiam, exonerando e/ou afastando todos os servidores públicos denunciados

“Tal medida, por si só, demonstra a firmeza do governador e do Governo no combate à corrupção e na apuração de qualquer denúncia que envolva atos de improbidade no âmbito do Governo do Estado de Mato Grosso”.

 

Em seguida, a nota diz que o governador lamenta o envolvimento de seu nome no caso, “uma vez que jamais tratou com quem quer que seja de nenhum assunto relacionado à investigação”.

 

“Pedro Taques lamenta, ainda, que pessoas do seu convívio pessoal, político ou partidário possam estar envolvidas em malfeitos, e reitera seu entendimento de que ninguém está acima da lei”, segue a nota.

 

Por fim, o texto informa que a prestação de contas da sua campanha “foi aprovada sem ressalvas pela Justiça Eleitoral e que, por essa razão, repudia toda e qualquer tentativa de envolvê-lo em qualquer ato ilegal”.

 

Fundos ilícitos

 

Em um dos trechos da delação, Guizardi disse que, no final de 2014, o empresário Alan Malouf disse a ele que investiu R$ 10 milhões na campanha, “valor este não declarado, tendo dito também que teria que recuperar esse valor investido junto ao Estado”.

 

Guizardi permaneceu preso entre maio deste ano e última quarta-feira (29), quando a juíza Selma Arruda concedeu o direito de ele permanecer em prisão domiciliar.

 

De acordo com o depoimento, uma organização criminosa foi montada em 2015 na Secretaria de Educação, com o objetivo de arrecadar "fundos ilícitos" para saldar pagamentos não declarados em campanhas eleitorais ocorridas no ano de 2014.

 

"Não fui eu quem criou a referida organização, mas me vi envolvido a participar através da pessoa de Alan Malouf", afirmou.

 

O dono da Dínamo disse que conhece Alan Malouf desde criança e que é casado com Jamille Guizardi, prima do sócio do buffet.

 

Guizardi contou que quando Alan Malouf o inseriu no esquema, já existia uma organização criminosa na pasta, que contava com a participação do então secretário Permínio Pinto, do ex-servidor Fábio Frigeri e dos empreiteiros Leonardo Guimarães e Ricardo Sguarezi.

 

Leia a íntegra da nota do Governo do Estado:

 

O governador lamenta o envolvimento de seu nome no caso, refuta com veemência qualquer tentativa de envolvê-lo em qualquer ato ilegal

"Diante das notícias trazidas a público nesta quinta-feira (01.12) pela imprensa sobre suposta “delação” do réu na operação Rêmora, Giovani Belatto Guizardi, o Governo de Mato Grosso esclarece:

 

01) O governador Pedro Taques tomou as medidas que lhe competiam - quando da deflagração da Operação Rêmora (que apura eventuais crimes contra o patrimônio público na Secretaria de Estado de Educação - Seduc) -, exonerando e/ou afastando todos os servidores públicos denunciados, inclusive o ex-secretário de Educação. Tal medida, por si só, demonstra a firmeza do governador e do Governo no combate à corrupção e na apuração de qualquer denúncia que envolva atos de improbidade no âmbito do Governo do Estado de Mato Grosso;

 

02) O governador lamenta o envolvimento de seu nome no caso, refuta com veemência qualquer tentativa de envolvê-lo em qualquer ato ilegal, uma vez que jamais tratou com quem quer seja de nenhum assunto relacionado à investigação;

 

03) Pedro Taques lamenta, ainda, que pessoas do seu convívio pessoal, político ou partidário possam estar envolvidas em malfeitos, e reitera seu entendimento de que ninguém está acima da lei e apoia investigação para que, ao final, comprovados os fatos denunciados, todos os envolvidos sejam punidos com o rigor da lei;

 

04) O governador reitera o que já disse em outras situações, de que a prestação de contas da sua campanha eleitoral de 2014 foi aprovada sem ressalvas pela Justiça Eleitoral e que, por essa razão, repudia toda e qualquer tentativa de envolvê-lo em qualquer ato ilegal, prática que ele sempre combateu ao longo da sua vida, especialmente nos 15 anos nos quais atuou como Procurador da República.

 

Cuiabá-MT, 01 de dezembro de 2016.

 

GCOM – Gabinete de Comunicação do Governo de Mato Grosso"

Fonte: MidiaNews

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