Paranatinga, 18 de Novembro de 2017

Ecônomia

Taques oferece churrasco em Brasília para promover qualidade da produção de MT

CARNE FORTE | 04/04/2017 00:16:10


O governador Pedro Taques (PSDB) oferece um churrasco para 200 'personalidades', na Churrascaria Fogo de Chão, em Brasília, nesta quarta-feira (5), para promover o reconhecimento da qualidade da carne produzida em Mato Grosso. 

O evento, que será realizado em parceria com a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), terá como convidado especial o presidente da República Michel Temer (PMDB), assim como representantes de países importadores de carne e empresas do ramo frigorífico.

A intenção é reduzir prejuízos e blindar o Estado de embargos de exportação.

A iniciativa faz parte do movimento Carne Forte desencadeado pelo setor, após a deflagração da Operação Carne Fraca, deflagradapela Polícia Federal, no dia 17 de março, que revelou um esquema de fraudes na produção de 21 unidades frigoríficas.

Taques destaca que que poucos lugares do mundo têm o controle rigoroso e total acompanhamento em todas as etapas, como acontece no Estado, que é o único que possui o selo do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), o primeiro no país e sexto no mundo.

Mato Grosso não teve nenhuma unidade alvo da operação, mas sofreu as consequências do escândalo de fraudes na produção. A empresa JBS chegou a suspender o abate em 10 (dos 11) frigoríficos instalados no Estados. Todos já retomaram as atividades, alguns com produção reduzida.

O governador tem trabalhado o nome da carne mato-grossense, desde que estourou a operação e ele aproveitou para presentear Michel Temer com uma caixa de picanha de marca do Estado, que tem o selo do Imac.

Operação Carne Fraca

Durante a Operação Carne Fraca, a Polícia Federal prendeu 36 pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema de fraude na produção e comercialização de carne.

Além de corrupção envolvendo fiscais do Ministério da Agricultura e empresários, a investigação encontrou indícios de adulteração de produtos e venda de carne vencida e estragada.

Há indícios de que partidos políticos tenham sido beneficiados com o pagamento de propinas, provenientes do esquema.

Ao todo 21 fábricas são investigadas e 18 ficam no Paraná. 

Seis frigoríficos foram interditados pelo Ministério da Agricultura (Mapa), os três primeiros foram o da BRF, em Mineiros (GO) e dois da Peccin Agro Industrial, sendo um em Curitiba (PR) e outro em Jaraguá do Sul (SC). 

Depois foram paralisados as atividades de uma unidade da SSPMA, em Sapopema (PR); uma unidade da Farinha de Carnes Castro, em Castro (PR) e uma unidade da empresa Souza Ramos, em Colombo, também no Paraná. 

Além dos seis frigoríficos, o Mapa também interditou a linha de produção da Transmeat, em Balsa Nova (PR), que produz carne temperada.

 

Fonte: REPORTER MT

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