Paranatinga, 18 de Novembro de 2017

Ecônomia

Mato Grosso perde R$ 2 bi ao ano com BR-163 inacabada, diz Marcelo Duarte

ECONOMIA | 03/03/2017 11:45:16


Ao ano Mato Grosso perde em torno de R$ 2 bilhões com a pavimentação da BR-163 até o Pará não estar concluída. A afirmação é do secretário de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso, Marcelo Duarte, que por determinação do governador Pedro Taques irá verificar a situação do Estado vizinho em loco. Atoleiros no Pará, causados pelas chuvas, provocam filas de aproximadamente 50 quilômetros e prejuízos com soja brotando nos caminhões parados a cerca de 15 dias.
 
Duarte segue nesta sexta-feira, 03 de março, para Itaituba aonde irá se reunir com representantes do Governo do Pará e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) por determinação do governador Pedro Taques.
 
O intuito, segundo o Secretário mato-grossense, é verificar in loco a situação da BR-163 no Pará, entre as comunidades de Santa Luzia e Bela Vista do Caracol, que há 15 dias sofre com atoleiros deixando caminhões parados e proporcionando prejuízos financeiros.
 
“Mato Grosso perde por ano, por não ter a BR-163 totalmente pavimentada, R$ 2 bilhões. É um recurso que poderia fazer a diferença no bolso de muita gente no Estado, como dos transportadores, produtores, entre outros”, afirma Marcelo Duarte.
 
O secretário de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso pontua o eixo da BR-163 entre Mato Grosso e o Pará tem condições para exportar mais de 30 milhões de toneladas de grãos ao ano. “Esse ano talvez nem chegue a sete milhões de toneladas com esses problemas. Talvez fique entre cinco e seis milhões de toneladas entre soja e milho”.
 
Hoje, o escoamento da safra de grãos de Mato Grosso via Arco-Norte, mais precisamente pelo Pará, é a segunda principal rota de exportação do Estado.  Entre Santarém e Barcarena, ambos portos no Pará, Mato Grosso escoou em 2016 um volume de 3,061 milhões de toneladas apenas de soja, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). A rota de saída das commodities mato-grossenses ficou atrás apenas o Porto de Santos, em São Paulo, por onde saíram 7,148 milhões de toneladas.
 
“A visita tem a intenção de acompanhar agora muito mais de perto essa situação para garantir que os 100 quilômetros que faltam para a pavimentação total da BR-163 sejam concluídos o mais breve possível”, diz Marcelo Duarte.
 
O escoamento da produção mato-grossense via Pará chega a reduzir em cerca de 1 mil quilômetros a distância em relação aos portos das regiões Sul e Sudeste, ou seja, Paranaguá (PR) e Santos (SP). Segundo Marcelo Duarte, no porto de Santarém é possível embarcar navios com aproximadamente 50 mil toneladas com destinos aos principais mercados europeus e asiáticos. 

 

Fonte: Agro Olhar

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