Paranatinga, 15 de Outubro de 2018

Cidades

Otaviano Pivetta se diz surpreso e lamenta profundamente prisão de Paulo Taques

Otaviano Pivetta | 10/05/2018 23:46:16


Um dos maiores opositores do governador Pedro Taques (PSDB), o ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta (PDT), preferiu não "subiu o tom" sobre a prisão do primo do tucano, o ex-secretário chefe da Casa Civil Paulo Zamar Taques. Nesta quinta-feira (10), em entrevista ao Olhar Direto, Pivetta lembrou que Paulo Taques já foi seu advogado e afirmou que além de estar surpreso, lamenta profundamente o envolvimento dele em um escândalo de corrupção.

“É lamentável. Não tenho juízo para fazer, mas realmente os indícios existem e a Justiça está tomando as providencias. Eu, como cidadão mato-grossense e como político também, lamento profundamente. O Paulo Taques foi meu advogado também. Me surpreendeu muito”, disse o empresário.

Conforme o próprio Pivetta, Paulo Taques prestou assessoria jurídica para suas campanhas em Lucas do Rio Verde, nos anos de 2012 e 2016. Além disso, os dois trabalharam juntos na coordenação da campanha de Pedro Taques ao Governo do Estado, em 2014.

Esta é a terceira prisão de Paulo Taques, mas a primeira envolvendo investigação em esquema de corrupção. Nas outras duas vezes o advogado teve a liberdade restringida por supostamente estar envolvido no escândalo dos grampos ilegais operados em Mato Grosso, por núcleo da Polícia Militar.

Questionado sobre a conduta do advogado, Pivetta saiu pela tangente e respondeu que estava focado em coordenar a transição do Governo Pedro Taques. “Não existia [desconfiança com relação ao Paulo Taques]. Eu estava me organizando para começar a coordenar a transição, então me dediquei ao trabalho. Não participei de nenhuma conversa. É mais um fato para a gente se lamentar”.

Operação Bônus

O ex-secretário da Casa Civil Paulo Taques e o deputado estadual Mauro Savi (DEM) foram presos em ação conjunta do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) e do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), na segunda fase da 'Operação Bereré', deflagrada na manhã desta quarta-feira (09). Além deles, outras quatro pessoas também tiveram mandados de prisão.

A segunda fase da 'Operação Bereré' foi batizada de 'Bônus'. Foram expedidos pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso seis mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão em Cuiabá, São Paulo (SP) e Brasília (DF). As ordens partiram do desembargador José Zuquim Nogueira.

A 'Operação Bônus' é resultado da análise dos documentos apreendidos na primeira fase da Bereré, dos depoimentos prestados no inquérito policial e colaborações premiadas. Tem como objetivo desmantelar organização criminosa instalada dentro do Detran para desvio de recursos públicos.

Bereré

A ‘Bereré’ é desdobramento da colaboração premiada do ex-presidente do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT), Teodoro Lopes, o “Doia". Dentre as informações prestadas por Doia, consta suposto esquema de cobrança de propina com uma empresa que prestava serviços de gravame - um registro do Detran.

Na primeira fase, os mandados foram cumpridos na Assembleia Legislativa de Mato Grosso e na casa de Savi e Eduardo Botelho. O ex-deputado federal Pedro Henry também foi alvo na ocasião.

O governador Pedro Taques decretou a intervenção do Estado no contrato que o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) havia firmado com a EIG Mercados para registro dos contratos de financiamento de veículos com cláusula de alienação fiduciária, de arrendamento mercantil, de compra e venda com reserva de domínio ou de penhor no Estado. A empresa foi alvo da ‘Operação Bereré’ e é apontada como pivô do esquema que teria desviado R$ 27,7 milhões

 

 

Fonte: Olhar Direto

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