Paranatinga, 21 de Agosto de 2019

Cidades

Prende 28 pessoas

Operação em 7 estados contra núcleo financeiro de facção criminosa prende 28 pessoas

Publicado 06/08/2019 12:21:28


 

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (6) uma operação com o objetivo de desarticular o núcleo financeiro de uma facção criminosa com atuação nos estados do Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Acre e Roraima. Segundo a PF, 28 pessoas foram presas - 26 por mandados e duas em flagrante.

Inicialmente, a Polícia Federal havia informado que 32 pessoas tinham sido presas, mas depois afirmou que quatro mandados de prisão ainda não foram cumpridos.

Oito dos mandados de prisão foram cumpridos contra pessoas que cumprem penas em presídios do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Foram cumpridos também 55 mandados de busca e apreensão.

Segundo a PF, uma investigação identificou a existência de uma espécie de núcleo financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) dentro da Penitenciária Estadual de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba.

O foco da operação de hoje é atuar no sufocamento dessas atividades dessa facção criminosa", afirmou o superintendente da Polícia Federal no Paraná, Luciano Flores.

 

 

Operação Cravada cumpre 55 mandados de busca e apreensão e 30 mandados de prisão, em sete estados — 

 

De acordo com a polícia, o núcleo é responsável por recolher e gerenciar contribuições para a facção em todo o país. A polícia informou que cerca de 418 contas bancárias controladas pelo grupo foram bloqueadas.

A investigação apontou que os pagamentos eram repassados ao grupo por contas bancárias de maneira intercalada para dificultar o rastreamento por parte de órgãos de fiscalização.

Segundo a PF, cerca de R$ 1 milhão por mês circulavam nas contas mantidas pelo núcleo.

"São contas de passagem, utilizadas para administrar valores, e não para manter grandes quantias em depósito", afirmou o delegado da PF e coordenador da operação, Martin Bottaro Purper.

De acordo com a PF, o dinheiro arrecadado era utilizado para a compra de armas e drogas e bancar transporte e estadia de familiares dos presos próximo aos presídios onde os membros do grupo estão detidos.

"Eles arrecadam valores dos seus comparsas através de 'rifas', por exemplo, cobrados de dois em dois meses ou por mensalidades. Esse valor sai das bases e chega até os líderes, que são quem arrecadam o dinheiro", disse Purper.

Segundo a polícia, a comunicação do núcleo era feita por meio de bilhetes levados por parentes dos presos.

 

 

Fonte: G1

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