Paranatinga, 14 de Abril de 2021

Cidades

Jovem faz renda extra com ovos de colher e pensa em abrir negócio

Publicado 04/04/2021 16:56:48


Com a chegada da Páscoa foi possível avistar, além das comemorações religiosas de cristãos e judeus, uma boa oportunidade de incrementar o orçamento pessoal ou familiar. A produção e venda de ovos de Páscoa caseiros é uma dentre as alternativas. 

 

Diante do cenário instável da economiab brasileira e mundial que se instaurou desde o início da pandemia, temas como renda extra, reserva de emergência e investimentos ficaram em alta. 

 

As projeções para a retomada da economia após a pandemia, segundo as previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI), são de um caminho longo, irregular e de incertezas.

 

Rebecca Rodrigues Sinaga Ventura, de 20 anos, viu neste feriado uma oportunidade. Ela vende doces chamados de “ovos de colher”, que são ovos de Páscoa recheados. Para ela, os resultados têm sido positivos e melhores do que o previsto. 

 

Foi melhor do que o que eu esperava. Teve muita gente pedindo esse ano

 

“Foi melhor do que o que eu esperava. Teve muita gente pedindo esse ano”, revela a jovem, que concilia a atividade com um emprego fixo em horário integral.

 

Essa não é a primeira vez que Rebecca opta pela confecção e venda de doces para conseguir uma renda extra. Tempos atrás, ela vendia bolos de pote e, na Páscoa do ano passado, iniciou as vendas dos ovos recheados, atendendo as pessoas mais próximas.

 

Ainda em 2020, entre os meses de  setembro a dezembro, ela novamente se aventurou no ramo das sobremesas, vendendo bolos de pote, alfajores e mousses. Dessa vez, na companhia de uma amiga. Juntas criaram um perfil no Instagram para divulgar as produções.

 

O projeto, entretanto, teve uma pausa. “Eu comecei a trabalhar em outro lugar o dia inteiro, e aí não deu para conciliar”, relata a jovem. 

 

Atualmente, ela confecciona os ovos no período da noite e recebe o auxílio da mãe e da amiga com quem vendia doces para lidar com a rotina. 

 

“Minha mãe e minha amiga me ajudam bastante. Fica mais fácil e assim eu não vou precisar virar noites fazendo os doces”, diz Rebecca.

 

 

Tenho vontade de ter algo meu, mas vou devagar, é algo no que eu preciso pensar ainda. Primeiro, vou divulgando e vendendo para grupos menores, para  irem conhecendo o meu trabalho

A jovem aproveitou o feriado que antecede a Páscoa, a Sexta-feira da Santa, e o final de semana para intensificar a produção e atender a demanda. Isso porque os pedidos de antigos clientes a incentivaram a retomar essa atividade e aproveitar a data para complementar a renda. 

 

“Quando a Páscoa foi chegando, minha mãe disse que o pessoal queria os ovos, principalmente quem comprou no ano passado. Pediram muito e eu decidi começar de novo”, revela. 

 

“Até o momento já consegui em torno de R$ 1,5 mil a R$ 2 mil, o que é mais do que o salário fixo que eu recebo”, afirma, feliz com o resultado. 

 

Para realizar as vendas, Rebecca divulga o seu produto para os amigos e a família por mensagens e nos grupos de whatsapp, além de usar as suas redes sociais.

 

“Minha mãe também divulga, ela é muito boa pra isso. Oferece para o pessoal do trabalho e para os amigos. Os meus amigos também compartilham e me ajudam repassando”, conta.

 

Atualmente, ela se dedica exclusivamente aos ovos de Páscoa, mas pretende continuar confeccionando e vendendo doces, e a longo prazo, talvez, expandir os negócios. 

 

“Pretendo continuar vendendo. Vou tentar conciliar, é uma boa renda extra. Hoje em dia não dá pra se contentar com um salário mínimo que a gente recebe”, afirma a jovem.

Arquivo pessoal

 

Processo de produção dos ovos de colher

 

“Tenho vontade de ter algo meu, mas vou devagar, é algo no que eu preciso pensar ainda. Primeiro, vou divulgando e vendendo para grupos menores, para irem conhecendo o meu trabalho”, complementa. 

 

A jovem revela que escolheu esse ramo para completar a renda porque gosta e sente facilidade em confeccionar os produtos, mas também por acreditar na rentabilidade do setor, independente de possíveis crises econômicas.

 

“Eu acredito que as pessoas nunca deixam de comprar doces e comidas, nunca param de consumir”, diz. 

 

Isso condiz com os dados da pesquisa conjuntural da ABIA (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos),  que apontam para um crescimento na indústria brasileira de alimentos e bebidas de 12,8% em faturamento no ano de 2020, em comparação com o ano de 2019.

 

Rebecca afirma que aprendeu na prática e sozinha a maior parte de suas receitas. “Assisto vídeos quando quero fazer alguma coisa diferente, mas aprendo mais sozinha mesmo. Vou testando e vendo o que dá certo” conclui. 

 

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