Paranatinga, 17 de Julho de 2018

Cidades

Impacto causado por instalação de hidrelétrica nas baías de Siá Mariana e Chacororé é investigado por MPE

MEIO AMBIENTE | 03/01/2018 11:06:33


A instalação de uma Pequena Central de Hidrelétrica (PCH) no rio Mutum é alvo de apuração do Ministério Público do Estado de Mato Grosso. Por meio da 16ª Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Cuiabá, foi instaurado no último mês um procedimento que determinará se a obra causará impactos ambientais nas baías de Siá Mariana e Chacororé.

A PCH Mantovillis será instalada na região limítrofe entre os municípios de Santo Antônio de Leverger e Barão de Melgaço. Sendo assim, a promotoria realizou uma reunião com os moradores da região, representantes tradicionais e representantes legais e comerciais da PCH Mantovillis.
                         
De acordo com o MPE, o órgão foi informado sobre a instalação da PCH por meio de uma moradora antiga da região, que está preocupada com as consequências do barramento das águas e da vazão com relação a Baía Siá Mariana, já que o Rio Mutum é seu único tributário.

Na reunião, os representantes da PCH Mantovillis esclareceram que haverá captação de parte das águas do Rio Curicaca, que deságua no Rio Mutum, e que após um processo de aproveitamento do seu potencial energético, elas serão devolvidas ao rio, sem nenhuma intercorrência. Foi ressaltado ainda, que não haverá nenhuma barreira que impeça a migração dos peixes, tampouco alteração do fluxo das águas.
 
O promotor de Justiça Joelson de Campos Maciel, solicitou a expedição de ofício à Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema), requisitando o encaminhamento dos autos do procedimento de licenciamento ambiental da PCH Mantovillis, para a realização de inspeção.

“É cediço que usinas hidrelétricas e pequenas centrais hidrelétricas sempre geram grandes impactos ambientais, com potencial para atingir bacias hidrográficas inteiras, e, no caso em tela, a instalação desse tipo de empreendimento, nas proximidades das baías de Siá Mariana e Chacororé, pode causar danos irreversíveis ao próprio Pantanal Mato-grossense”, disse. 

 

 

Fonte: Olhar Direto

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