Paranatinga, 15 de Outubro de 2018

Cidades

Escola em tempo integral é modelo em MT

MODELO | 11/06/2018 08:47:40


O modelo de escola integral traz aos alunos da Escola Estadual de 1º e 2º Grau Carlos Hugueney, de Alto Araguaia, a 482 km de Cuiabá, novas oportunidades de práticas profissionais e o convívio desses estudantes com a sociedade e a profissão. A equipe escolar, formada por pedagogo, agente de pátio, apoio, coordenador e diretor, acompanha o desenvolvimento dos alunos principalmente para contribui no desempenho.  

A mudança na perspectiva de vida dos alunos da escola plena tem sido um dos pontos positivos destacados. Devido ao dobro de tempo de permanência na escola, o estudante tem mais condições para aprender e se dedicar às disciplinas. Os profissionais reconhecem de forma significativa as mudanças na aprendizagem e também no bom comportamento.

Oito horas por dia e 17 disciplinas

A função da escola no modelo de tempo integral é observar e incentivar as aptidões dos alunos, por isso estudantes matriculados têm a iniciativa de escolher as matérias complementares (eletivas), com avaliações semanais e estudo orientado ao projeto de vida de cada um. A escola define quais disciplinas oferecer, como, por exemplo, aulas relacionadas a línguas, tecnologia e artes.

A educação integral tem oito horas de aula por dia (das 7h15 às 17h15) em vez de quatro. Os alunos recebem três refeições – café da manhã, almoço e lanche –. Esse método de aprendizagem também buscar melhorar os níveis educacionais e diminui a evasão escolar.

Além das disciplinas obrigatórias, são oferecidas ainda atividades extracurriculares (Parte Diversificada), o que gera um total de 17 avaliações individuais, em: Artes, Educação Física, Inglês, Português, Matemática, Filosofia, Geografia, História, Sociologia, Avaliação Semanal, Disciplinas Eletivas, Estudo Orientado, Projeto de Vida, Práticas Experimentais, Biologia, Física e Química.

Foram feitas algumas aquisições por parte da escola para a implantação do tempo integral, como ampliações e fornecimento de armários, investimentos em equipamentos como: televisão, tapetes e almofadas para a sala de descanso e de laboratórios. Recursos do governo estadual e do Ministério Público, este último em forma de material de construção para ampliação do local.

Mais foco e envolvimento  

A professora Hélia Almeida Oliveira, de 35 anos, trabalhava na escola há seis anos e passou pelo seletivo para aplicar as disciplinas de Artes e Inglês. Ela fala que, com as mudanças, os profissionais agora atuam apenas na escola. Isso estimula a criatividade e garante um melhor planejamento para que as aulas não caiam na mesmice, oferecendo mais qualidade no empenho e no aprendizado.

“Existe uma união maior entre alunos, professores e equipe pedagógica geral desde o início da aula. Ainda no nosso acolhimento (ação pedagógica que ocorre antes do início das aulas e favorece a integração da comunidade escolar), procuramos priorizar que todos tenham um bom dia, e para que esse dia seja realmente bom é necessário que haja respeito e compreensão entre todos”, explica.

 “Antes, quando era época de provas, eu chegava em casa e nem me preocupava em estudar, agora eu tenho oportunidade de rever todo conteúdo no horário de aula e ainda tirar todas as dúvidas. É bem legal e importante”, diz Bianca, do Terceirão.

 Estudante do 3º ano, Bianca Pereira Barros, de 18 anos, comenta sobre a diferença entre o ensino regular e o integral. Com mais tempo, o aluno aprender melhor, porque é oferecido um estudo orientado antes da realização das provas semanais, o que serve para incentivar o estudante a tirar boas notas. Esse tipo de ensino diz respeito a disciplinas que requerem do aluno carga horária compatível com o número de créditos a serem obtidos e devem abranger assuntos diferentes dos oferecidos nas disciplinas regulares.

É também importante para quem vai concorrer a uma vaga em uma universidade pública, já que algumas aulas estão voltadas para esta preparação. Ressalta-se que Alto Araguaia conta com um campus da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Rondonópolis/MT, a 200 km, dispõe de uma Universidade Federal, assim como Jataí/GO, à mesma distância.

“Antes, quando era época de provas, eu chegava em casa e nem me preocupava em estudar, agora eu tenho oportunidade de rever todo conteúdo no horário de aula e ainda tirar todas as dúvidas. É bem legal e importante”, completa.

 Para a dona de casa Daiane Alves dos Santos, de 34 anos, mãe da aluna do 1º ano Flávia Camila Marques, de 18 anos, a implantação do sistema de tempo integral é importante para o futuro intelectual e profissional do aluno. Em seu entendimento, no início parecia ser cansativo, mas pelo modo diversificado como são trabalhadas as disciplinas o estudante acaba gostando e se adaptando. Daiane defende que outras escolas deviam adotar esse tipo de ensino. Abaixo, edição de imagens mostra o espaço ofertado pela escola para o ensino em tempo integral.

“Sou totalmente a favor da escola em tempo integral, pois muitos pais e mães não têm tempo o suficiente para se dedicar aos seus filhos, por conta do trabalho. Além disso, ‘as crianças’ ficam mais seguras dentro da escola o dia todo do que nas ruas, correndo risco de entrar em caminhos errados”, finaliza.  

Hoje, a escola conta com 120 alunos matriculados, 10 salas ambiente, um laboratório de Física, Química e Biologia que funcionam na mesma sala, duas salas de Informática e uma de descanso. Além disso, há um refeitório, uma quadra poliesportiva coberta e uma horta orgânica em fase inicial para cultivo próprio que fará parte da merenda escolar para os estudantes e funcionários.

 

Fonte: FOLHAMAX

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