Paranatinga, 27 de Maio de 2018

Cidades

Empresário paga R$ 17,6 milhões em propina para manter contrato com Estado

contrato | 14/05/2018 22:06:17


Da Redação

 

 

O proprietário da empresa Consignum, Willians Paulo Mischur, pagou exatamente R$ 17,6 milhões em propinas a uma organização criminosa instalada na cúpula da gestão Silval Barbosa entre março de 2011 e dezembro de 2014. O objetivo do empresário era manter o contrato de gestão de empréstimos consignados aos servidores do Poder Executivo Estadual.

A informação consta na sentença contra os membros da suposta quadrilha condenados na semana passada pelo juiz da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Marcos Faleiros. Além de Silval Barbosa, o grupo ainda contava com a partcipaçação dos ex-secretários de Administração, César Roberto Zílio e Pedro Elias Domingos de Mello, o ex-presidente da Assembleia Legislativa (AL-MT), José Riva, o prefeito cassado de Várzea Grande, Wallace Guimarães, os empresários do ramo gráfico Antônio Roni de Liz e Evandro Gustavo Pontes da Silva, além de outros.

As investigações tiveram início na segunda fase da operação “Sodoma”. “Em março/2011 a dezembro/2014, Willians Paulo Mischur pagou para a organização criminosa e José Geraldo Riva a vantagem indevida de R$ 17.600.000,00. César Zílio, secretário de Estado, recebeu ordens do governador Silval da Cunha Barbosa para procurar Mischur, proprietário da empresa Consignum, para exigir vantagem indevida para financiamento eleitoral, sob pena de rescisão do contrato com o Estado de Mato Grosso”, diz trecho da denúncia.

De acordo com informações da denúncia, o contrato entre o Governo do Estado e a Consignum estava no fim, o que fez com que a suposta organização criminosa enxergasse uma “oportunidade para extorquir” a empresa, que tinha interesse em continuar prestando o serviço de gestão dos consignados. “O contrato do Estado com a empresa Consignum estava vencendo, sendo possível a renovação, razão pela qual a organização criminosa aproveitou a oportunidade para extorquir dinheiro em troca de aditamento contratual”, diz outro trecho da denúncia.

O MP-MT aponta ainda que após o aditamento do contrato, publicado no Diário Oficial de Mato Grosso (Iomat) em março de 2011, os valores recebidos como propina ficaram divididos entre 70% para Silval Barbosa e 30% para o ex-Secretários da Seges-MT, César Zílio. “Após acertarem o valor da propina milionária referente à empresa Consignum, o contrato foi aditado, conforme Diário Oficial, 24.03.2011, então os valores foram divididos assim: 70% para Silval da Cunha Barbosa e 30% para César Zílio, tendo recebido, respectivamente, R$ 10.150.000,00 e R$ 4.350.000,008”, detalha.

VEJA A PENA DE CADA UM DOS RÉUS

Silval da Cunha Barbosa –  condenado a 14 anos, 02 meses e 20 dias de reclusão  e 01 ano e 08 meses de detenção e ao pagamento de 443 dias-multa.

Rodrigo Barbosa – condenado a 2 anos e 2 meses de reclusão e 66 dias multas em regime “diferenciado”.

José Geraldo Riva – condenado a 13 anos e 4 meses de prisão e 1 ano e quatro meses de detenção.

Pedro Nadaf – condenado a 3 anos e 4 meses de reclusão e 88 dias multa.

Wallace Guimarães – condenado 12 anos de reclusão e 266 dias multa.

Bruno Sampaio Saldanha – condenado a 8 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão.

Francisco Gomes de Andrade Lima Filho – condenado pena de 6 anos de reclusão e 200 dias multa.

Antônio Roni de Liz – condenado a 12 anos de reclusão e 266 dias multa

Evandro Gustavo Pontes da Silva - condenado a 12 anos de reclusão e 266 dias multa

Cesar Roberto Zílio – condenado a 24 anos de reclusão e 1 ano, 2 meses e 10 dias de detenção.

Pedro Elias Domingos – condenado a 24 anos de reclusão e 1 ano, 2 meses e 10 dias de detenção.

Silvio Cezar Correa Araújo – condenado a 7 anos e 6 meses de reclusão e 1 ano e cinco meses de detenção, além do pagamento de 291 dias-multa.

José de Jesus Nunes Cordeiro – condenado a 33 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão e 6 anos e 4 meses de detenção. Ainda terá que pagar 1.305 dias-multa.

Tiago Vieira de Souza Dorileo – condenado 10 anos de reclusão e 01 ano e 04 meses de detenção, bem como 314 dias-multa,

Fabio Drumond Formiga – condenado 1 ano e 4 meses de detenção e 54 dias multa.

 

ABSOLVIDOS

Marcel Souza de Cursi

Karla Cecília Oliveira Cintra 

 

 

Fonte: FOLHAMAX

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