Paranatinga, 23 de Julho de 2019

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Aprosoja comemora perfil de nova bancada de MT e diz que Mendes tem até junho para mostrar resultados

Publicado 14/04/2019 23:17:56


O presidente da Aprosoja de Mato Grosso, Antonio Galvan, afirmou que a renovação da bancada federal do Estado no Congresso deverá trazer bons frutos para o agronegócio. Apesar dos poucos representantes legítimos do setor, o chefe da entidade explicou que viu entusiasmo e engajamento por parte dos parlamentares com quem conversou. Localmente, no entanto, as considerações seguem comedidas e, renitente ao novo modelo de Fethab elaborado pelo Governo do Estado, Galvan deu prazo até junho para que Mauro Mendes (DEM) apresente resultados.


“O nosso setor foi o mais atingido por novas tributações, isso tem deixado o produtor bastante descontente com relação a isso, sem duvida nenhuma. Porque claramente o Governo não conseguiu até hoje nos mostrar onde é que ele corta seu déficit. Mas também penso que é muito prematuro fazer uma cobrança, porque até extinguir algumas autarquias, ajustar a casa, em menos de 90 dias é curto o espaço de tempo”, considerou Galvan, em entrevista ao Olhar Direto.

“A gente ta apostando que o Governo realmente consiga, torcemos muitos que ele consiga trazer essa casa em dia, porque é o que o Estado, a população precisam. Nós não podemos continuar a mercê de ouvir conversas de todos os lados, que faltam recursos para a saúde, que faltam recursos para segurança, para a educação, falta muito mais para a infraestrutura – que foi a origem lá atrás do próprio Fethab. Mas com certeza absoluta, até o meio do ano ele já tem que mostrar resultado disso. Ou seja, vamos dar a ele um novo tempo do que o inicial do Governo, até junho ele tem que nos mostrar a que veio”, acrescentou o presidente da Aprosoja.

Criado em 2000 com a finalidade de aplicar os recursos arrecadados para obras de infraestrutura das estradas e da habitação, o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) sofreu alterações este ano, a partir da aprovação do pacote de medidas de contenção de gastos aprovado pela Assembleia Legislativa.

Além da finalidade citada acima, o fundo terá parte de sua arrecadação incluída na receita corrente líquida do Estado. Na prática, o recurso será usado para a base de cálculo da revisão dos salários dos servidores públicos. Somente 30% do que for arrecado será investido em sua finalidade inicial.

“Eu acho que foi um pouco precipitada essa forma que o Governo achou de querer resolver o problema aqui dentro. Mas tudo bem, está criado e o que nós queremos agora é que realmente o Estado volte a andar nos trilhos e consiga equalizar suas dividas”, pontuou.

Bancada empenhada

As eleições do ano passado provocaram uma renovação de quase 100% da bancada federal de Mato Grosso. Dos oito deputados federais, somente Carlos Bezerra (MDB) conseguiu se reeleger. No Senado, apenas Wellington Fagundes (PR) segue à frente do mandato.

Entre os parlamentares, médico, professora, ex-juíza, empresário e, no Estado que é considerado celeiro do agronegócio no país, apenas dois representantes estão diretamente ligados ao setor. São eles o deputado federal Neri Geller (PP) e o senador Jayme Campos (DEM). Este último, embora produtor rural, foi o primeiro a levantar a bandeira da ‘taxação do agro’ em Mato Grosso, o que causou incomodo na classe.

Apesar das contradições, Galvan se disse bastante otimista com relação aos novos parlamentares. “Os próprios deputados federais que foram eleitos, a gente sabe que tem um ou dois que não são dedicados ao agronegócio, mas nunca fugiram. O próprio Carlos Bezerra, é natural pelo lado político em que ele está, ao lado do governador, mas ele nunca se furtou de estar junto de uma decisão que fosse favorável ao Estado. Os outros que entraram, os novatos vamos assim dizer, o próprio Medeiros, o Juarez Costa, o Emanuelzinho também já conversamos bastante, o dr. Leonardo, o Neri Geller. Eu me arrisco a dizer que ficamos com uma bancada até mais reforçada. É loucura qualquer político trabalhar contrário ao setor que dá sustentabilidade ao país na balança comercial, é o carro chefe da economia”, considerou.

O presidente da Aprosoja comemorou, ainda, a indicação de Carlos Fávaro (PSD) para o comando do Escritório de Representação de Mato Grosso (Ermat), em Brasília. “O Carlos Favaro saiu daqui de dentro da Aprosoja para ser candidato, virou vice-governador e eu acredito que é um bom nome, porque ele continua sendo produtor pelo que eu conheço”.

 

Fonte: olhardireto

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