Paranatinga, 21 de Agosto de 2019

Brasil

EXPLORAÇÃO

Mourão diz que houve exploração política contra governo Bolsonaro em protesto pela educação

Publicado 16/05/2019 12:47:32


BRASÍLIA — O presidente em exercício, Hamilton Mourão, declarou no início da noite desta quarta-feira que "houve uma exploração política" das manifestações realizadas em todo o país contra o bloqueio de verbas para a Educação, para "aproveitar como protesto" ao governo Jair Bolsonaro (PSL).

 

Os atos reúnem estudantes, professores e profissionais da educação em 190 cidades nos 26 estados do país e no Distrito Federal. As polícias militares dos Estados não estimaram o total de manifestantes. A UNE, uma das organizadoras da manifestação nacional, estima em 1,5 milhão o número de pessoas que foram às ruas. 

 

No início da tarde, Mourão havia dito que as manifestações fazem parte do sistema democrático e, desde que sejam pacíficos, são um meio para "quem se sente inconformado" apresentar o seu protesto.

 

Quase simultaneamente, Bolsonaro disse nos Estados Unidos que os manifestantes são "massa de manobra" e "idiotas úteis". Na opinião do presidente, eles são manipulados por uma minoria que comanda as universidades federais.

 

O vice-presidente, que assumiu interinamente por conta da viagem de Bolsonaro a Dallas, no Texas, foi questionado nesta noite se não há divergência nos pensamento dos dois sobre as manifestações. 
 

— Não. Você olha o encadeamento que o presidente falou. O presidente colocou que contingenciamento existe todos os anos e em outros anos não houve manifestações desta natureza. Então é óbvio que houve uma exploração política nesta manifestação de hoje para aproveitar como protesto ao nosso governo. Isso aí eu não tenho a mínima dúvida. E acho que vocês também entendem que isso ocorreu. Foi isso que ele quis dizer — respondeu Mourão.

 

Em seguinda, ao ser novamente indagado sobre as declarações de Bolsonaro, complementou:

 

— É óbvio que o presidente tem a forma dele mais incisiva de se manifestar e por isso que ele foi eleito. 
 

Mourão disse considerar o tamanho dos protestos normal diante da capacidade de "arregimentação" que as organizações que convocaram os atos. Acrescentou ainda que não vê "nada demais nisso aí", estando "tudo dentro da normalidade". 
 

Segundo o presidente em exercício, Bolsonaro "não pode" mudar a decisão de contingenciar as verbas para o Ministério da Educação (MEC). Ele lembrou que o orçamento foi feito pelo governo anterior e apontou que a União está arrecadando menos que o previsto.

 

Mourão também mencionou o impacto do aumento do Judiciário, aprovado em 2018, e a previsão frustrada de privatização da Eletrobras, que renderia mais de R$ 12 bilhões, dizendo que "também não vai andar esse troço".

 

Como havia feito mais cedo, ele voltou a dizer que o governo não soube comunicar a questão do contingenciamento de verbas. 
 

— Então ficou o tempo todo colocado como corte e aquele número cabalístico de 30%, quando todos os ministérios que têm grande número de gastos e um orçamento elevado sofreram um bloqueio consistente — declarou.

 

Fonte: O GLOBO

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