Paranatinga, 22 de Maio de 2018

Brasil

Indígena é morto a tiros por policial militar

INDIGENA | 30/04/2018 22:56:08


O indígena Dodô Tyhanté Javaé, de 21 anos, foi morto a tiros por um policial militar na noite deste domingo (29), em Formoso do Araguaia, no sul do Tocantins. A informação inicial é que o fato aconteceu depois que os militares receberam uma denúncia sobre uma possível violência doméstica. A PM disse que o indígena estava armado e reagiu.

 

A PM informou que foi chamada por volta das 20h20, na rua JK, no centro de Formoso do Araguaia. No local, testemunhas relataram que um homem armado estaria correndo atrás de uma mulher com uma faca e ameaçava um morador da cidade.

 

A polícia disse que quando chegou ao local, o indígena saiu de um matagal e correu em direção aos policiais. Ele teria agredido o sargento Genésio com uma faca. De acordo com a PM, o militar foi atingido nos braços e nas costas, mas não ficou ferido graças ao colete e a farda. Informou também que outro policial efetuou disparos de arma de fogo contra Dodô. A polícia alega que "não restou outra alternativa senão preservar a integridade física da equipe".

 

O cacique Darci Javaé, da aldeia São João, localizada no município, confirmou que o indígena estava armado com uma faca. O cacique disse que o povo Javaé quer a apuração dos fatos. "A polícia tem que imobilizar e não atirar em indígena. Eles deram três tiros no peito, poderiam ter usado outro meio para fazer a imobilização".

 

Outro caso

 

Em janeiro deste ano, Wilque Romano da Silva, de 19 anos, foi morto por policiais militares também em Formoso do Araguaia. O rapaz foi atingido com um tiro nas costas. A Polícia Militar disse na época que os policiais atiraram após o jovem reagir e tentar sacar uma arma. Entretanto, parentes da vítima disseram que ele não tinha arma.

 

Um vídeo foi feito com um celular assim que um morador do bairro ouviu o tiro. Ele ficou atrás de uma árvore, a poucos metros dos policiais. Mas imagens, um policial mexe no corpo do jovem e coloca objetos em uma sacola.

 

O inquérito policial foi concluído, mas o Ministério Público Estadual (MPE) pediu que a Polícia Civil ouça novas testemunhas. O MPE afirma que o inquérito foi entregue à promotoria sem que diligências necessárias para esclarecer o caso tivessem sido feitas.

 

Fonte: G1

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