Paranatinga, 19 de Dezembro de 2018

Agronegócios

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Rui Prado defende fusão de ministérios e diz que críticos são “extremistas ideológicos”

Publicado 11/11/2018 23:07:31


Menos de uma semana após ter sido eleito presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL) e sua equipe vêm externando o que deverá ser uma gestão próxima do que foi sua campanha: com pautas polêmicas em abundância. Uma das principais, neste primeiro momento, tem sido a fusão entre os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente.

Ex-presidente da Aprosoja e da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso, Rui Prado (PSDB) foi a primeira figura pública em Mato Grosso a manifestar apoio ao projeto. Para ele, quem condena a medida proposta por Bolsonaro são os “extremistas ideológicos”.



“O que eu vejo são ambientalistas questionando se a questão da sustentabilidade será prejudicada e os extremistas do agronegócio achando que vai prejudicar, por exemplo, os mercados internacionais”, sinalou Rui Prado, referindo-se à declaração dada pelo atual ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), que lamentou a fusão das Pastas.

Prado reconheceu a credibilidade de Maggi sobre o assunto, no entanto, garantiu que, enquanto produtor rural e líder do agronegócio mato-grossense – uma das principais potências do país -, não vê prejuízos nas relações comerciais com outros países, caso a fusão seja efetivada.

Além disso, segundo o produtor, os critérios de sustentabilidade serão sustentados pela força da lei. “Pode existir alguém que não vai observar a lei? Claro que sim. Mas para isso existe o Ibama, o Ministério Público, o ICMBio, são instituições e autoridades que vão fazer com que a lei seja cumprida. A lei brasileira é a mais conservadora mundo a fora e a fusão de ministérios não acaba com a legislação”, justificou.

"Inviável"

Antes mesmo da vitória de Bolsonaro, o ministro da Agricultura Blairo Maggi já havia rechaçado a hipótese de unir o Mapa com o Meio Ambiente. Para Blairo, os dois ministérios exercem atividades divergentes e, “em alguns momentos antagônicas”, sendo, portanto, inviável que um único gestor responda pelas duas Pastas.

Esta semana, ao ser questionado novamente sobre o assunto, Maggi sustentou que a medida trará prejuízo ao agronegócio brasileiro, que passa por uma fase de abertura de mercados no mundo. O medo do ministro é de que a ação cause resistência à entrada de mercadorias brasileiras em países exportadores.

“Blairo é um especialista nesse assunto, a gente tem que respeitar as posições dele. No entanto, me permita enquanto produtor rural, eu já vi sanções econômicas por questões sanitárias. Inclusive, há pouco tempo tivemos a ‘carne fraca’. Mas eu não me lembro de nenhuma sanção econômica dos produtos agropecuários brasileiros por conta de restrição ambiental”, ponderou Rui.

Até o momento, conforme ampla divulgação da mídia nacional, Bolsonaro já definiu ao menos 15 ministérios: Casa Civil – que assume funções do Governo; Economia - fusão de Fazenda, Planejamento e Indústria, Comércio Exterior; Defesa; Saúde; Ciência e Tecnologia  - que passa a atribuir questões relacionadas ao ensino superior; Educação, Esportes e Cultura; Trabalho; Minas e Energia; Justiça e Segurança; Integração Nacional – fusão de Cidades e Turismo; Infraestrutura - englobando Transportes; Gabinete de Segurança Institucional; Desenvolvimento Social – englobando Direitos Humanos; e Relações Exteriores.

O Ministério da Agricultura e do Meio Ambiente, em razão da repercussão negativa, ainda segue indefinido. Nesta quinta-feira, em entrevista a emissoras de TV católicas, Bolsonaro deu sinais de recuo. “Havia uma ideia de fusão, mas pelo que parece será modificada. Pelo que tudo indica, serão dois ministérios distintos”, afirmou o presidente eleito.

 

Fonte: Agroolhar

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