Paranatinga, 12 de Dezembro de 2018

Agronegócios

AVICULTURA NO ABISMO

Milho pressiona poder de compra do avicultor

Publicado 01/09/2018 09:06:43


 

 

Com o preço do frango vivo praticamente estável

há três meses, o poder de compra do avicultor re-

cuou em agosto frente ao milho, devido à alta no

preço do cereal. Quanto ao farelo de soja, os pre-

ços registram leve queda na parcial deste mês (até

o dia 22), mas o derivado ainda é comercializado a

patamares maiores que os do mesmo período de

2017.

Desde o fim de maio, quando o movimento de alta

foi interrompido, o frango vivo registra pequenas

oscilações, mas, no balanço, a mesma tendência.

Na Grande São Paulo, as médias do quilo do ani-

mal vivo foram de R$ 2,96 em junho e de R$ 2,98

em julho e está em R$ 2,97 nesta parcial de agosto.

Em termos nominais, a média deste mês está 21%

acima da de agosto/17.

Quanto aos insumos, nesta parcial de agosto, a saca

de 60 kg do milho, comercializada em Campinas

(SP), registra expressiva valorização de 10,4%

frente a julho. Na região paulista, o preço da tone-

lada do farelo de soja em agosto, por sua vez, apre-

senta queda de 1,1% em relação ao mês anterior.

No comparativo com agosto/17, as médias atuais

do milho e do farelo de soja estão 55,1% e 43,8%,

respectivamente, mais altas.

Dessa forma, na parcial de agosto (até o dia 22), o

avicultor paulista conseguia comprar 4,41 quilos

de milho com a venda de um quilo de frango vivo

ou 2,23 quilos de farelo de soja. Frente à relação de

julho/18, observam

-

se diminuição no poder de

compra frente ao milho, de 10%, mas pequeno au-

mento frente ao farelo de soja, de 1%.

Segundo a Equipe de Grãos/Cepea, muitos avicul-

tores não demonstram necessidade de comprar fa-

relo de soja no curto prazo. Na outra ponta, parte

das indústrias que processa grãos está programando

manutenção para setembro, o que pode diminuir a

liquidez para o derivado de soja nesse período.

MERCADO DA SEMANA

As movimentações

nos preços de carne de frango na semana estão liga-

das, principalmente, ao fluxo de vendas para o exte-

rior. Tradicionalmente, a segunda quinzena do mês

é marcada pela retração no consumo dos brasileiros,

o que tende a pressionar as cotações. Assim, na regi-

ão Sul, polo exportador, o melhor desempenho dos

embarques de carne de frango neste mês tem supe-

rado o efeito negativo da redução sazonal das ven-

das no Brasil, elevando os preços da proteína. Já no

Sudeste, que tem menor participação nas exporta-

ções, a diminuição do consumo doméstico tem re-

sultado em quedas.

Em Toledo (PR), o frango congelado foi negociado

a R$ 4,27/kg nessa quarta e o resfriado, a R$ 4,18/

kg, com valorizações de 7,5% e de 4,6%, respecti-

vamente, entre 15 e 22 de agosto.

Já na Grande São Paulo, entre 15 e 22 de agosto, o

frango congelado se desvalorizou 2,7% e o resfria-

do, 1,8%, ambos com média de R$ 3,57/kg nessa

 

 

Fonte: Agro Olhar

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