Paranatinga, 10 de Dezembro de 2018

Agronegócios

Governança Corporativa é mudança positiva para evitar conflitos

"ELAS NO CAMPO 2018" | 04/06/2018 23:20:10


Entregar o “bastão” para os sucessores é um dos grandes desafios das empresas familiares – que, por sua vez, chegam a representar 80% das 19 milhões de companhias existentes no Brasil. Pesquisas apontam que apenas 12% desses negócios sobrevivem após a terceira geração familiar assumir o comando. Os dados são de um estudo do National Bureau of Economic Research Family Business Alliance.

 

Diante deste cenário um pouco pessimista, a Governança Corporativa surge como uma resposta positiva para solucionar alguns conflitos no campo e contribuir para a perenidade no agronegócio.

 

Para a diretora executiva da Girassol Agrícola, Neusa Lopes, a Governança Corporativa pode ser compreendida como a junção do contexto familiar dentro de um perfil mais profissional com a empresa também com funções mais profissionais – com planejamento, papéis definidos, processos delineados, diretrizes e foco, entre outros pontos. 

 

“É a profissionalização da gestão e isso não chega com uma fórmula ‘correta’. Há protocolos que devem ser feitos e aplicados na hora oportuna que o modelo familiar permitir. Mas, para isso, é preciso dar o primeiro passo. Depois, outro. Até que um dia você olha para trás e percebe que é um caminho sem volta, que só te permite seguir adiante. Exige muita força de vontade diante dos desafios, além da busca pelo diálogo, convivência e enfrentamentos saudáveis”, ressalta.

 

Lopes destaca que, no momento em que diferentes gerações dirigem a fazenda, é normal aparecerem dilemas. Por um lado, os mais jovens costumam querer adotar novos processos e tecnologias. Enquanto que muitos patriarcas, os fundadores da empresa, não enxergam a necessidade de abandonar práticas previamente adotadas. Torna-se comum ouvir a frase: “sempre deu certo desse jeito, por que mudar agora?”.

 

“No fim do dia, o patriarca quer que as próximas gerações sejam seu espelho e continuem fazendo exatamente igual porque isso rendeu a construção de um império. Mas, ao mesmo tempo, você está em um mundo que mudou 360º. A segunda geração já é fruto disso e chega querendo aplicar processos diferentes – um outro modelo de gestão, o qual também não está preparada, mas quer. Logo, o patriarca vê como desnecessário ‘porque a vida inteira’ fez de outra forma”, destaca.

 

A diretora executiva complementa que o profissional responsável por guiar esse processo precisa colocar em prática diversas habilidades e competências de liderança tendo em vista que irá lidar com os mais variados tipos de situações.

 

“Por vezes, é uma trajetória dolorosa. Você mexe com os sentimentos das pessoas – e são elas que irão dar credibilidade ao processo. É preciso inteligência emocional, principalmente, para o gestor que está a frente dessa gestão. Já que, o patriarca, por mais que queira, não consegue implementar a mudança, pois isso significa mudar a cultura dele. Tem que ter 'feeling', jogo de cintura, sensibilidade e empatia – se colocar no lugar do outro para estabelecer algo que irá funcionar. Isto, além de resiliência. Estar preparado para dar passos para trás quando preciso”, pondera.

 

NEUSA LOPES

 

Com mais de 20 anos de experiência em administração financeira e gestão de empresas do agronegócio, Neusa Lopes será uma das participantes na roda de debate sobre “Governança e Sucessão no Agronegócio – Uma Visão Feminina” durante a primeira edição do evento “Elas no Campo 2018”, que acontece no dia 15 de junho, em Cuiabá.

 

Lopes é graduada em Ciências Contábeis, especialista em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), especialista em Gestão de Projetos pela FGV e especialista em Gestão de Negócios pela Fundação Dom Cabral (FDC). Também traz na bagagem a graduação em Professional and Self Coaching (PSC) pelo Instituto Brasileiro de Coaching (IBC).

 

ENCONTRO ELAS NO CAMPO 2018

 

Conforme explica a diretora executiva do Grupo Valure, a coach e mentora de gestão Lorena Lacerda, sob o tema “Desenvolvendo Líderes para o Agro”, o encontro “Elas no Campo 2018” tem como intuito oferecer conteúdo de ponta sobre Gestão e Governança, bem como proporcionar o intercâmbio de conhecimento e experiências entre as participantes.

 

“O protagonismo feminino na Gestão e Governança dos negócios tem sido tema recorrente de discussão e análise dentro do processo de estimulo à maior imersão das mesmas. O ‘Elas no Campo’ é pensado justamente para proporcionar uma experiência única de aprendizagem e aprimoramento contínuo”, comenta Lorena.

 

PROJETOS SOCIAIS

 

Vale destacar que a lucratividade do evento será revertida para projetos sociais. No dia 15 de junho, o encontro “Elas no Campo 2018” se iniciará às 8h do dia 15 de junho e vai até às 18h no Gran Odara, em Cuiabá. Mais informações pelo contato (65) 3318-2600 ou pelo site www.elasnocampo.com.br .

 

 

Fonte: Portal do Agronegócio

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