Paranatinga, 14 de Novembro de 2018

Agronegócios

Com valorização do dólar, custo para produzir algodão em Mato Grosso sobe

AGROPRODUÇÃO/ALGODÃO | 08/11/2018 09:36:55


 

 

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgo o custo estadual de produção do algodão para a safra 2018/19 referente ao mês de setembro. Conforme o relatório, foi apresentado um aumento de 0,97%, que chegou a R$ 8,5 mil por hectare.

 

Segundo os analistas do instituto, a elevação se deu em decorrência da valorização do dólar durante o último mês, que “acarretou no incremento dos custos de macronutrientes e fungicidas, apresentando um aumento de 2,41% e 1,04%, respectivamente”.

 

O Imea calculou que, considerando também o custo variável de R$ 8,3 mil por hectare, para que o produtor consiga cobri-lo, faz-se necessário negociar sua pluma a uma média de R$ 73,28 por arroba. “Tal valor está 36,61% menor em relação à média da paridade de exportação no mesmo período, cotada a R$ 115,60/@, proporcionado pela valorização cambial”.

 

O instituto cita ainda que, em outubro, o dólar “vem apresentando sucessíveis quedas em decorrência do atual cenário eleitoral, o que pode proporcionar melhores oportunidades nas compras dos insumos caso essa tendência continue”.

Conforme Só Notícias já informou, o custo operacional para produção de milho de alta tecnologia em Mato Grosso também subiu.

 

Com o acréscimo de 0,87%, em setembro, se comparado a agosto, chegou a R$ 2.374,34/ha. O resultado é creditado a acontecimentos no cenário eleitoral brasileiro e no mercado externo que acarretaram o aumento do dólar no último mês, conforme o Imea.

 

Segundo os analistas, a elevação nos custos “influenciou nas altas dos inseticidas e macronutrientes, apresentando variação positiva de 1,37% e 2,29%, respectivamente”. O Imea citou ainda que outros fatores contribuíram para o aumento nos dispêndios, como o acréscimo no preço do diesel e a valorização da ureia superior aos demais fertilizantes, “devido à redução de oferta no Irã”.

 

Para os analistas do instituto, com a eleição presidencial consolidada, “o mercado financeiro continua voltado para as articulações do novo presidente frente as reformas esperadas no novo governo, além das movimentações do cenário externo”.

 

Fonte: Portal do Agronegócio

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